Prefeitura e Semae alertam sobre estiagem e lançam campanha de conscientização para uso da água

Peças serão veiculadas nas redes sociais

A baixa vazão dos rios Piracicaba e Corumbataí, que abastecem Piracicaba, preocupa a Prefeitura e o Semae, que inicia hoje campanha para uso consciente da água. A campanha trará peças que apontam os grandes vilões do desperdício dos recursos hídricos e dicas sobre como evitá-lo. A veiculação será feita nas redes sociais da Prefeitura e do Semae.

Dados dos Comitês PCJ (Comitês das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí) embasam a preocupação da Administração e do Semae. Segundo o PCJ, nos primeiros 15 dias de junho deste ano, choveu apenas 6,75 mm na estação que faz a medição de chuvas no rio Piracicaba, enquanto que no mesmo período de 2020 foram 38,25 mm. Dessa forma, a vazão do rio Piracicaba em 15/06, era 23,95 m3/s. Em 2020, a vazão era quase o dobro: 40,13 m3/s.

Já na estação que faz a captação de chuvas no rio Corumbataí, que abastece 80% do município, nos primeiros 15 dias de junho choveu apenas 11,5 mm, índice que foi de 44,75 no mesmo período de 2020. Com isso, a vazão do Corumbataí anteontem, 15/06, era de 4,6 m3/s, enquanto que em 2020, nesse mesmo dia, estava em 10,66 m3/s.

O Consórcio PCJ emitiu um alerta, ainda no fim de maio, sobre a situação, no qual aponta que a estiagem de 2021 “vem se apresentando bastante severa e isso reforça o posicionamento da Entidade sobre a constatação de que os eventos climáticos extremos já são uma realidade na região e refletem diretamente no comportamento dos mananciais”.

O documento ainda traz um comparativo no monitoramento dos dados hidrológicos, apontando que em abril de 2021 foi registrado 89% menos chuva que o esperado. Em maio, o índice foi de 62% abaixo do esperado para o período.

TRATAMENTO – De acordo com o presidente do Semae, Maurício André Marques de Oliveira, a estiagem, além de comprometer o abastecimento do município, também aumenta os gastos com o tratamento da água.
Com a baixa vazão, há uma maior concentração de poluentes, que exige o aumento do uso de produtos químicos a fim de alcançar a potabilidade da água, como manda a Portaria Nº 888/2021 do Ministério da Saúde.
“Orientamos pequenas mudanças nos hábitos a fim de evitar desperdícios, como fechar a torneira ao escovar os dentes ou ao lavar as louças, tomar banhos de menor tempo e não lavar calçadas com mangueiras, que já ajudam a economizar esse recurso finito, especialmente no período de estiagem”, explicou Oliveira.

RESERVAÇÃO – Na campanha, o Semae também ressalta a importância, bem como, obrigatoriedade de reservação, conforme Resolução 137/2016 da Agência Reguladora ARES-PCJ. “Toda unidade habitacional unifamiliar deverá ter em suas instalações hidráulicas internas, uma reservação de 250 litros por dormitório, sendo que a reservação mínima é de 500 litros.”
“Ter caixa d’água proporciona abastecimento por um período, caso contrário, acaba água na rede pública o usuário fica imediatamente prejudicado”, completou Oliveira.

DICAS – Para economizar água, tome banhos rápidos e feche o chuveiro ao se ensaboar. Um chuveiro aberto por 15 minutos consome 135 litros de água; feche a torneira ao escovar os dentes e ao fazer a barba; não lave a louça com água corrente: passe rapidamente água nas louças, ensaboe os pratos e utensílios. Abra a torneira apenas para enxaguar; não lave roupa com água corrente. Trabalhe utilizando o tanque; Só ligue a máquina de lavar louça ou a de lavar roupa com capacidade total: o consumo é igual se ela não estiver cheia; não use mangueira, e sim balde e pano para lavar o carro. E, em épocas de estiagem, evite lavar seu automóvel; reaproveite a água usada para outros fins, como lavar calçadas; regule a válvula de descarga: esse cuidado pode reduzir o consumo pela metade.

Da Redação

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