Prefeitura flexibiliza nova lei sobre atividade de mototáxi e motofrete

Representantes da categoria estiveram no gabinete do prefeito ontem(Foto: Divulgação)

A Prefeitura de Piracicaba anunciou que vai flexibilizar a legislação que regulamenta a atividade de mototáxi e motofrete na cidade. Das 14 propostas apresentadas por representantes das categorias à administração, dez foram atendidas e sofrerão alterações. O resultado agradou a comissão.

O encontro, articulado pelo vereador José Aparecido Longatto (PSDB), líder do Governo na Câmara, reuniu o prefeito Barjas Negri (PSDB), o procurador-geral do município, Sérgio Bissoli, os secretários municipais de Trânsito e Transportes, Jorge Akira, e o do Trabalho e Renda, José Luiz Ribeiro, e Antenor Varolla, gerente regional do Ministério do Trabalho.

Ficou definido na reunião desta sexta-feira, que a partir da próxima semana, a Procuradoria irá minutar o projeto com as alterações na lei para ser apreciado pela Câmara de Vereadores. Enquanto a lei não é aprovada, os mototaxistas e motofretistas deverão ficar atentos em relação às questões de segurança e manutenção de suas motos.

Entre as principais propostas da comissão que serão alteradas e constarão do projeto de lei a ser enviado à Câmara estão a utilização do capacete de cor amarela, como estava no projeto original. Com a alteração, o capacete poderá ser de qualquer cor, desde que respeite o prazo de validade de cinco anos; revogações do artigo que diz que os mototáxis e os motofretes deverão possuir adesivo de ambos os lados, podendo, com a revogação, constar a identificação no crachá ou colete; flexibilização da questão da compropriedade ou composse em motos para que possam trabalhar tanto como mototaxistas e motofretistas, e poder exercer as duas atividades, entre outras.

Bissoli ressaltou que a reunião foi muito produtiva e acredita que com essas alterações propostas pelo Executivo, haverá menos mortes de motociclistas no trânsito.

O secretário de Trânsito e Transportes, Jorge Akira, ao analisar o índice de mortes causadas por motos, destaca que são necessárias ações mais contundentes. “Em 2018, nas vias municipais, ocorreram seis mortes por acidentes com automóveis e 16 com motocicletas, sendo que a frota de motocicletas corresponde a 21% do total. E de janeiro até maio já aconteceram seis óbitos de motociclistas. Com estas alterações no projeto pretendemos alterar este quadro, tornando o trânsito mais seguro”, disse.

Da Redação