CDL diz que 80% dos veículos estacionados são multados (Foto: Amanda Vieira/JP)

A CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) de Piracicaba questiona a cobrança da Zona Azul no Centro e nos corredores comerciais da cidade apesar de o comércio permanecer fechado por conta da pandemia do novo coronavírus.

O presidente em exercício da entidade, Antônio Pedro Carvalho, disse ontem que vai encaminhar ofício à administração municipal questionando o funcionamento do serviço de cobrança no momento em que a maioria das lojas está fechada.

“É uma falta de consideração com a CDL e com a população, não houve nenhuma divulgação sobre o retorno da cobrança”, criticou acrescentando que muitas pessoas foram pegas de surpresa com a multa.

Segundo ele, 80% dos carros que permanecem estacionados na região central são multados. Carvalho disse que lojistas procuraram pela CDL afirmando que questionaram a Estapar Estacionamento e a Semuttran (Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte) e não obtiveram resposta. “Vamos encaminhar um ofício à prefeitura e à empresa pedindo informações, temos de dar a resposta aos lojistas”, afirmou.

O presidente da Acipi, Luiz Carlos Furtuoso, também acha questionável a cobrança pelo serviço. Ele afirmou que, apesar de agências bancárias e serviços essenciais estarem abertos no Centro e corredores comerciais, poderia haver um ‘ponto de equilíbrio’. “Nem toda a área central tem bancos e óticas, por isso as pessoas questionam o comércio fechado e a cobrança”, acrescentou.

O secretário titular da Semuttran, Jorge Akira, disse ontem que a Zona Azul está funcionando porque há farmácias, óticas, supermercados, padarias e consultórios abertos, e com o parquímetro funcionando há naturalmente um distanciamento maior.

A Estapar informou que o funcionamento da Zona Azul é estabelecido pelo Poder Público e reforçou que a cobrança e fiscalização contribuem com o isolamento social e garantem que quem precisa sair tenha local para estacionar.

Segundo a empresa, no período em que não houve a cobrança, não havia vagas disponíveis, pois, com estacionamentos particulares fechados, as pessoas deixavam os carros estacionados nas ruas.

A empresa reiterou que segue os procedimentos determinados pela OMS e pelo Ministério da Saúde para garantir a saúde tanto dos usuários quanto dos colaboradores e seus agentes trabalham com máscaras de pano e face shield. Nas regiões com parquímetros, a companhia instalou
dispensers com álcool em gel nos locais de maior movimentação.”

Beto Silva

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