Prefeitura paga terceira parcela da rescisão dos ex-funcionários da Via Ágil

Trabalhadores que aceitaram acordo com a empresa começaram a receber em outubro | Foto: Amanda Vieira/JP

A Prefeitura pagou na última sexta-feira (4) a terceira parcela de R$ 400 mil aos ex-trabalhadores da Via Ágil, empresa responsável pelo transporte coletivo da cidade até maio, totalizando R$ 1,2 milhão. As outras parcelas foram pagas em 16 de outubro e 10 de novembro, depositadas em conta judicial. De acordo com a prefeitura, o valor de R$ 1,2 milhão foi destinado aos ex-funcionários que tinham uma quantia menor a receber, para que recebessem de uma só vez.


Prefeitura e Via Ágil rescindiram o contrato de concessão do transporte público de forma amigável. A empresa enfrentava crise financeira, provocada pela queda no número de passageiros nos últimos 12 meses, que ficou insustentável após o início da pandemia. Em maio, a Tupi (Transporte Urbano Piracicaba) assumiu o serviço por meio de contrato emergencial até o fim deste ano.

Em setembro, para garantir o pagamento dos ex-funcionários da Via Ágil, o executivo enviou um PL (Projeto de Lei) para a Câmara, que foi aprovado e ratificou o termo de rescisão do contrato dos serviços de transporte coletivo e autorizou, assim, a administração a reconhecer a dívida com a Via Ágil.


De acordo com o procurador-geral do município, Milton Sérgio Bissoli, desde o princípio, o objetivo da administração foi salvaguardar os ex-funcionários da Via Ágil, com os depósitos acordados junto à 1ª Vara do Trabalho.
Ainda como forma de auxiliar os trabalhadores, após a rescisão do contrato, uma articulação entre Prefeitura e o Sindicato da categoria com a Trans Acreana garantiu que 410 dos 650 ex-funcionários da Via Ágil fossem recontratados.


“O transporte público em todo o Brasil está passando por muitas dificuldades. Temos discutido intensamente este assunto nos fóruns Paulista e Nacional de Secretários de Mobilidade, buscando ideias e sugestões para que o Governo Federal organize melhor as políticas públicas para o setor”, observa o secretário de Trânsito e Transportes, Jorge Akira.

Da Redação

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