Prefeitura retirou 16,5 toneladas de entulho da residência onde catador foi encontrado morto

Foto: Claudinho Coradini/JP

Limpeza começou em 20 de julho; imóvel tinha objetos até o teto, o que dificultava a passagem da equipe

Entulhos acumulados por 30 anos resultaram na viagem de 19 caminhões para retirar todo esse material, que totalizou 16,5 toneladas de objetos. Essa foi a contagem que Sedema (Secretaria de Defesa do Meio Ambiente) e Defesa Civil concluíram na última quarta-feira (27). A ação levou uma semana e foi iniciada no dia 20 de julho, após o morador da casa, Paulo Sérgio Garcia, de 54 anos, ser encontrado morto em meio aos inservíveis. Ele morava na rua Elis Regina, no bairro Alvorada, em Piracicaba.

“Todo o material foi encaminhado para o Ecoparque da empresa Piracicaba Ambiental”, explica Fernando Cruz, chefe de Divisão de Gerenciamento de Resíduos Sólidos da Sedema.

Cruz ainda salienta que o setor de gerenciamento de resíduos da pasta disponibilizou uma retroescavadeira, dois caminhões basculantes e uma equipe com seis funcionários braçais.

De acordo com Odair Melo, diretor da Defesa Civil, a retirada dos inservíveis começou logo após equipes de Bombeiros encontrarem o corpo do acumulador.

“Para conseguirmos entrar na residência, as equipes tiveram de abrir caminho para buscar pelo morador. Após encontrarmos o corpo, começamos a limpeza. Vizinhos e familiares do homem também auxiliaram nos trabalhos, ao pegar os recicláveis”, ressalta.

O corpo do catador e acumulador de recicláveis Paulo Sérgio Garcia foi encontrado no banheiro de sua casa, onde morava sozinho há dez anos, após 5h de busca e retirada de três caminhões de entulho, conforme informações da Defesa Civil.

Vizinhos e familiares decidiram acionar a polícia e o Corpo de Bombeiros, pois o homem não era visto há três dias, desde a segunda-feira (18). Ele recolhia materiais pela região e acumulava os inservíveis nas áreas interna e externa do imóvel.

A situação foi constatada em fevereiro pela Comissão de Acumuladores de Piracicaba, que tem a coordenação da Secretaria de Saúde e da Sedema, Governo e da Smads (Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social).

Desde então, segundo informou a prefeitura, teve início o processo de entrada forçada na casa e a administração aguardava autorização para realizar, legalmente, a limpeza e o trabalho de acompanhamento social e de saúde do acumulador.

Laís Seguin
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