Prefeitura vai à Justiça para voltar à fase laranja

Prefeitura argumenta boa evolução no status de índices (Foto: Amanda Vieira/JP)

A Prefeitura de Piracicaba anunciou, no início da noite de ontem, que vai recorrer à Justiça para conseguir a reclassificação da cidade no Plano São Paulo de enfrentamento da covid-19. Anteontem, o prefeito Barjas Negri (PSDB) informou que iria questionar o Governo do Estado sobre não ter sido classificada para retomar a fase 2 (laranja). Em reunião do grupo de trabalho do coronavírus realizada ontem, o tucano autorizou a procuradoria-geral e entrar no TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo) com mandado de segurança, pedindo a reclassificação da cidade.

Como argumento de ‘boa evolução do status de índeices’, o procurador-geral, Sérgio Bissoli, irá contrapor a situação da região com a de São José de Rio Preto, que está praticamente igual, porém, a cidade foi para a fase laranja, enquanto Piracicaba não pode avançar, mesmo com a evolução dos índices.

No primeiro momento, segundo a prefeitura, o grupo optou por encaminhar ofícios aos secretários estaduais Marcos Vinholi (Desenvolvimento Regional) e Patrícia Ellen da Silva (Desenvolvimento Econômico) e ao governador João Dória, questionando essa não evolução.

“Ainda sem resposta, o prefeito autorizou a procuradoria-geral a impetrar a ação para tentar conseguir a mudança de fase da cidade. O secretário de Saúde, Pedro Mello, lembrou que, com o apoio do Estado, a região ganhou novos respiradores o que permitiu aumentar a sua retaguarda de atendimento com a criação de novas UTIs”, informou a prefeitura ontem.

Em Piracicaba o número de UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) dobrou em quatro meses. No status de indicadores, entre os critérios do Plano São Paulo, a região tem duas classificações laranja e mais duas amarela, além de uma verde. Rio Preto tem três laranja, uma amarela e uma verde, apontou a administração.

A prefeitura acrescentou que, nos últimos dias, houve um esforço em ampliar a retaguarda hospitalar com a criação de leitos de UTI.

Atualmente, a taxa de ocupação na cidade está abaixo dos 80%. Mas, a cidade aguarda a homologação de mais 22 leitos de UTI, o que vai ampliar a retaguarda hospitalar.

Beto Silva