Prefeitura vai manter escolas da rede particular fechadas

Estabelecimentos devem respeitar a suspensão das aulas até nova determinação do Estado de SP. (Foto: Claudinho Coradini/JP)

Fracassou a tentativa dos representantes das escolas particulares de Piracicaba em manter as aulas durante o período de restrições determinado pelo município a partir de decreto estadual, que reconheceu o serviço como essencial. Após reunião realizada ontem com o prefeito Luciano Almeida (DEM) a decisão anunciada aos empresários do setor, é de que as escolas da rede privada seguem fechadas. O prefeito disse que pediu tranquilidade às escolas privadas e amenizou dizendo que, a partir da próxima semana, o governo do Estado deve anunciar mudanças na educação. “Pedi tranquilidade e tudo indica que haverá um anuncio do Governo do Estado para os próximos dias”, disse o democrata condicionando a decisão favorável aos indicadores da pandemia. Luciano disse que entende a situação das escolas que ficaram fechadas durante cinco meses. Ele reforçou a possibilidade de flexibilização a partir da próxima segunda-feira.

A prefeitura informou que não houve autuação de escolas particulares por parte da Vigilância Sanitária e que a fiscalização continua em todos os setores. Ontem, um movimento das escolas particulares de Piracicaba denominado Escolas Abertas, publicou um comunicado nas redes sociais.

No abaixo-assinado, o texto informa ‘que priorizar o melhor interesse da criança e do adolescente é dever do Estado, da família e da sociedade garantido pela Constituição Federal e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente’.

“Compreendemos que, diante da complexidade do enfrentamento da pandemia de covid-19, as diversas esferas de governo adotaram medidas extremas no início de 2020 com vistas a evitar o colapso do sistema de saúde, dentre as quais, a suspensão das aulas presenciais nas escolas públicas e particulares.

Contudo, passado mais de um ano de combate à pandemia de covid-19, e não obstante os avanços significativos da ciência em relação ao conhecimento da doença e seu impacto nas crianças e estabelecimentos de ensino, o Brasil ocupa o vergonhoso posto de 2º País no mundo em que as escolas se encontram fechadas por mais tempo, superando 300 dias”, informa o documento.

Beto Silva
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