Presidente do Semae atribui falta d’água a não investimento

. (Foto: Amanda Vieira/JP)

O presidente do Semae, (Serviço Municipal de Água e Esgoto) de Piracicaba, Maurício Marques de Oliveira, atribuiu as constantes interrupções no abastecimento de água na cidade à falta de investimentos das gestões passadas e ao crescimento desordenado da cidade. Segundo o dirigente, devido o aumento do consumo, muitas regiões acabam ficando sem água, por conta do sistema que, segundo ele, não previu o crescimento da cidade. Sobre a falta de investimentos, Oliveira acrescentou que o não uso dos recursos justifi – ca o suposto superávit no caixa da autarquia.

As declarações do presidente foram feitas na audiência pública realizada na semana passada na Câmara de Vereadores. Na ocasião, Oliveira também declarou que o serviço foi sucateado pelas ex-administrações.

Ele foi convocado pela Casa para esclarecer os apontamentos do relatório conclusivo da Comissão de Estudos, realizada em 2020. A iniciativa da convocação foi dos vereadores Laércio Trevisan Júnior (PL), Cássio Luiz Barbosa (PL), Anilton Fernandes Rissato (Patriota), Paulo Roberto de Campos (Podemos), Wagner Alexandre de Oliveira (Cidadania), Gustavo Pompeo (Avante), Fabricio José Raetz de Oliveira Polezi (Patriota) e José Antônio Pereira (DEM).

A sessão foi presidida por Trevisan, que questionou sobre o relatório, devido “às diversas reclamações na imprensa local, assim como, as redes sociais, que divulgaram o grande número de reclamações da população, em relação às constantes faltas de água na cidade, assim como, reclamações em relação a vazamentos, coloração de água, ar no encanamento, contas com valores abusivos, demora no atendimento dos chamados solicitados pela população, demora no conserto de vazamentos e reparos na calçada e pavimentação asfáltica, afundamentos nos reparos realizados, entre outros inúmeros problemas relacionados ao tema”, conforme requerimento.

O presidente da autarquia disse que a falta de investimentos resultou também no alto índice de perdas, cerca de 48,8%. “Em relação às constantes reclamações de desabastecimento, ressalto que não são problemas pontuais, justamente porque não houve investimentos”, afirmou.

Beto Silva
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