Presidente do XV fala de projetos e de sua gestão à frente do clube

Presidente Rodolfo Geraldi - Crédito foto: Divulgação/XV

O engenheiro agrônomo Rodolfo Geraldi é o presidente do Esporte Clube XV de Novembro de Piracicaba e concedeu entrevista para falar de sua história e do trabalho desenvolvido pela atual diretoria para buscar recursos para melhorar a atual infraestrutura do clube.

Eleito conselheiro em 2018, foi o presidente do Conselho do XV por dois anos, antes de se tornar o presidente em novembro de 2020. Entre as suas principais plataformas está uma reestruturação do clube. “Estamos fazendo um esforço. Nossos dois anos estão se passando. Daqui a pouco terminamos o primeiro ano. Infelizmente tivemos a pandemia, jogos sem torcida, as dificuldades aumentaram muito, as despesas… Mas dentro do possível estamos buscando caminhos para fazer de uma forma mais simples, mas com o objetivo de melhorar.” – diz.

Com dificuldade para atrair novos recursos em virtude do momento econômico no período de pandemia, Rodolfo enaltece a importância da torcida para ajudar. “O sócio torcedor tem dois aspectos. Um é que nos dá uma contribuição financeira mais estável. Você consegue contar com um recurso que é mais garantido. Outra situação é trazer ainda mais pessoas ao Barão da Serra Negra. Até o fim do ano deveremos ter a volta da torcida. O XV não vive sem a torcida, depende dela, e acredito que se tivéssemos torcida nos últimos anos poderíamos ter tido mais sucesso.” – analisa o presidente.

A vinda de novos sócios torcedores também ajudará o XV a dar andamento nos projetos de infraestrutura. “O projeto da Coral está aí, todo mundo sabe, mas como o nosso diretor de marketing (Daniel Sonoda) costuma falar: ‘a tinta não pula na parede’.

Estamos conseguindo parcerias para dar vazão às demandas e dar uma repaginada no Barão. É custoso, demorado, mas está caminhando. Além disso, estamos fazendo mudanças para melhorar vestiários, academia e sala de fisioterapia. Você contrata jogador, ele fica 30 dias no Departamento Médico… faz parte, mas se puder evitar é melhor, porque você tem gasto e não conta com o atleta.” – explica Rodolfo.

Além das parcerias com patrocinadores, o XV também conseguiu verbas públicas para outras obras no Barão da Serra Negra, que foi inaugurado em 1965. “Fomos para esse caminho das parcerias público-privadas, tanto de parcerias de ICMS como emendas parlamentares para melhorar a infraestrutura. A Associação Amigos do XV também nos ajuda bastante. O estádio é antigo e precisava passar por uma modernização, não só na estrutura dos jogadores como também para a torcida vir e usufruir da melhor maneira possível. Isso vai desde uma entrada tranquila no estádio até banheiros em boas condições de uso.” – pontuou o mandatário.

Após a eliminação nas quartas de final da Série A2, o XV passou por uma reformulação no elenco e agora busca o título da Copa Paulista. “Todo mundo sabe que o objetivo é o de ser campeão. Os esforços foram feitos. Erros podem acontecer, mas o XV não vai entrar para participar. O XV vai entrar para ganhar e o trabalho está sendo feito para atingir o objetivo e voltar para uma divisão nacional.” – finalizou Rodolfo.

Trajetória

“Nasci em Piracicaba, sou filho de agricultores e morava muito perto do Estádio Roberto Gomes Pedrosa, dois, três quarterões da rua Regente Feijó. Cheguei a jogar no infantil, mas ‘não tinha bola’, e a família também sempre fez pressão que estudasse, então segui minha vida.” – conta Geraldi. “Tínhamos um grupo, meus irmãos, uns amigos, e íamos assistir jogos contra a Ponte Preta, em Jundiaí, que ia de trem… na época participava desta forma, com caravanas, de carro, de ônibus, mas sempre presente.” – disse.

Após se formar na Esalq e sair da cidade por conta da vida profissional, Rodolfo passou a acompanhar o XV à distância. Em 1992, retornou e se aproximou do Alvinegro. “Vinha ao estádio, fiquei sócio e passei a acompanhar mais de perto. O próprio Dr. Rubens Ometto da Raízen, quando vinha para Piracicaba ou eu ia para São Paulo para participar das reuniões de diretoria, sempre perguntava do XV.”

Da Redação

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