Presídios paulistas realizam higienização contra o coronavírus

A limpeza de todos os espaços é feita com solução a base de cloro (Foto: Amanda Vieira/JP)

Os presos das unidades prisionais do Estado iniciaram a higienização no interior dos presídios, no último sábado (21 de março). Na Penitenciária Masculina de Piracicaba, por exemplo, os agentes de segurança penitenciária usaram uma solução à base de cloro em todos os espaços. Desde a entrada até ao interior das celas, onde ficam os detentos. No mesmo final de semana, um funcionário do setor administrativo do CDP (Centro de Detenção Provisória) de Praia Grande, na Baixada Santista, testou positivo para a Covid-19. Foi o primeiro agente de segurança penitenciária com caso confirmado do novo coronavírus. A SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) informou que o servidor com suspeita de diagnóstico do Covid-19 está devidamente afastado sob medidas de isolamento em sua residência, conforme orientações do Comitê de Contingência do Coronavírus e a Secretaria acompanha seu quadro clínico, fornecendo todo o suporte necessário para sua recuperação.

A higienização continuará a ser realizada nos presídios com o objetivo de prevenir os casos de coronavírus (Covid-19) para os funcionários das unidades, população carcerária e comunidade.

MÁSCARAS
Cerca de 200 reeducandos de várias regiões do Estado, de penitenciárias masculinas e femininas, vão confeccionar 320 mil máscaras de proteção descartáveis para uso em procedimento simples (não-cirúrgicos). A Funap (Fundação Prof. Dr. Manoel Pedro Pimentel), vinculada à SAP, já começou na terça-feira (24 de março), a confecção em oficinas nas Penitenciárias Femininas I e II de Tremembé, em São Paulo. Só nessas fábricas, a produção diária será de 18 mil peças, com 121 máquinas trabalhando. Ainda nesta semana, a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista e a Penitenciária Masculina de Andradina também começam a fabricar as máscaras. Em Tupi Paulista, a produção será de 5,4 mil peças por dia, com 36 máquinas; em Andradina, 2,6 mil peças por dia, com 19 máquinas operando. Por enquanto, nenhum presídio da região de Campinas será incluído da proposta.

A previsão é que sejam produzidas 26 mil peças por dia nas fábricas adaptadas especialmente para a produção das máscaras. Cerca de 200 reeducandos de várias regiões do Estado, de penitenciárias masculinas e femininas, vão confeccionar as máscaras de proteção descartáveis para uso em procedimento simples.

“Serão produzidas 26 mil peças por dia, seguindo os critérios sanitários e de confecção para a produção destas máscaras, que terão um custo para o Governo de São Paulo de R$ 0,80 por peça. É uma atitude correta, solidária e possível de ser feita. Pode ser um exemplo também para outros Estados brasileiros”, disse o governador João Doria (PSDB).

Na próxima semana, será alcançada a capacidade total de produção, de 26 mil peças por dia. As fábricas tiveram seu parque fabril adaptado para a confecção das máscaras. As oficinas foram higienizadas e foi criado um protocolo de entrada para garantir a higiene das peças, feitas em TNT duplo. As máscaras serão vendidas a preço de custo, segundo o Governo do Estado.

Cristiani Azanha