Trabalhos dos sentenciados foram selecionados

As folhas de sulfite ganharam a imaginação de presos da Penitenciária Masculina sobre as reflexões do contágio e o combate à disseminação da Covid-19. Usando lápis, borracha, lápis de cor e canetas esferográficas, eles tiveram três semanas para produzirem nos 08 pavilhões habitacionais desenhos que retratassem a pandemia.

De acordo com a CRC (Coordenadoria da Região Central) da SAP (Secretaria da Administração Penitenciária), o objetivo foi promover entre os reeducandos todas as ações de prevenção que a unidade prisional vem tomando desde o inicio como a utilização de máscaras por todos os reeducandos e servidores, estações de álcool gel, sanitização dos ambientes incluindo tetos, pisos, paredes, portões e áreas de maior circulação de pessoas.

Um preso de 35 anos teve seu trabalho selecionado pela direção. “Com o desenho podemos conscientizar a todos da necessidade de nos cuidar, onde um depende do outro. Eu me cuidando ajudo a cuidar do outro”, relatou.

Outro preso de 27 anos afirmou que a ação foi muito boa para incentivar as pessoas a ter outro pensamento de tudo que está acontecendo ao nosso redor”, enfatizou.

Para outro reeducando de 30 anos, os médicos e enfermeiros são os heróis na linha de frente contra o vírus. “Essa oportunidade que nos foi dada é um animo em saber que não estamos esquecidos”, disse.

Um preso de 31 anos disse que ficou feliz em ajudar o próximo que está fora das muralhas. “Aqui todos usamos a máscara”, orienta.

O coordenador das CRC, Jean Ulisses Campos Carlucci, diz que o trabalho educativo é extremamente positivo, pois “os sentenciados são conscientizados sobre a prevenção de maneira lúdica.

Os reeducandos usaram a experiência adquirida por meio do projeto realizado, em 2019 com a Semactur, o Projeto Reeducando com Humor teve um impacto significativo quanto à introdução de técnicas de desenhos

O diretor da Penitenciária de Piracicaba, Élcio José Bonságlia, explica que o projeto visa proporcionar aos sentenciados nesse tempo de pandemia a reflexão da covid-19 e no impacto que esta pandemia traz ao isolamento social. “O protocolo de atendimento foi alterado com a pandemia. Todos os reeducandos que necessitam de algum atendimento, só sai do pavilhão habitacional usando máscara”, aponta.

Cristiani Azanha

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