Previdência e Trabalho em alta

Sindicalistas de Piracicaba e região afirmam que discussão da reforma não é política (Foto: Divulgação) Sindicalistas de Piracicaba e região afirmam que discussão da reforma não é política (Foto: Divulgação)

A diretoria do Sinsprev (Sindicado dos Trabalhadores em Saúde e Previdência do Estado de são paulo) é uma das entidades sindicais que têm se manifestado contrária à proposta de reforma da previdência, em trâmite na Câmara dos Deputados. Neste 1º de maio, o diretor estadual e regional em Piracicaba, Eduardo Rubio, fala da perda de direitos conquistados ao longo de décadas de lutas dos trabalhadores.

Rúbio faz questão de destacar que não se trata de uma discussão política. “A preocupação não é política, o sindicato foi oposição aos governos anteriores inclusive ao PT, nós rompemos com o PT em 2002, estamos na luta”, afirmou.

Segundo o sindicalista, a entidade tem trabalhado na união de forças para mostrar que a proposta de Reforma da Previdência cria problemas no presente e no futuro do trabalhador. “Temos que lutar pelo nosso tesouro, porque nossos filhos e netos não vão se aposentar”, afirmou.

Ele citou o fator previdenciário criado em 1991 e o cálculo dos últimos três anos – projeto de 1998 – que trouxeram perdas em torno de 40% para os trabalhadores que se aposentaram. Cenário que ele vislumbra caso a atual proposta seja aprovada.

Além das manifestações junto às comunidades, o sindicato – que tem representatividade em todos os estados brasileiros e uma diretoria regional em Piracicaba representando dez cidades – tem distribuído uma cartilha à população com os principais pontos da reforma previdenciária.

No material didático, a entidade informa que o governo mente quando diz que a reforma da Previdência é necessária para o país e que as mudanças serão boas para os trabalhadores e as trabalhadoras. “Ao contrário, a proposta é ainda mais dura que a do governo Temer e traz vários ataques. O que o governo chama de “Nova Previdência” e de “reforma”, na verdade, é a destruição do direito à aposentadoria e da Previdência Social no país. As Centrais Sindicais reafirmam: não aceitaremos qualquer proposta que retire, diminua ou flexibilize os direitos assegurados pela Seguridade Social. Só a mobilização pode defender as aposentadorias”, traz o texto.

Segundo o Sinsprev a proposta acaba com a aposentadoria por tempo de contribuição, impõe a obrigatoriedade de idade mínima para aposentadoria de 65 anos, para os homens, e 62 anos, para as mulheres, aumenta o tempo mínimo de contribuição de 15 para 20 anos e quem quiser receber o valor integral do benefício terá de trabalhar e contribuir ao INSS durante 40 anos.

Beto Silva