Previsão é de cidade mais compacta e menos dispersa

Audiência Pública lotou o salão nobre da Câmara de Vereadores de Piracicaba. (Foto: Fabrice Desmonts)

A Câmara de Vereadores realizou ontem a primeira audiência pública para discutir a revisão do PDD (Plano Diretor de Desenvolvimento) que tramita na Casa. O evento debateu, entre outros pontos, a definição de corredores comerciais em diferentes regiões do município. O presidente da Associação dos Moradores do bairro Santa Rosa, Moisés Medeiros destacou a necessidade de ampliação dos espaços passíveis de instalação de empreendimento comercial, já que, desde 2006, a região se desenvolveu e carece de serviços para atender a população. O procurador-geral do município, Milton Sérgio Bissoli, avaliou que debater os corredores comerciais é “espinhoso”, já que se trata, muito mais de uma questão legal, do que, apenas, interesse do município.

A proposta de uma cidade mais compacta e menos dispersa, sem a necessidade de grandes deslocamentos por parte da população é uma das saídas apontadas pelo Observatório Cidadão de Piracicaba e que, inclusive é defendida pelo Poder Executivo, conforme destacou o cientista político e membro do observatório, Bruno Vello. “É preciso traduzir para a população essas questões técnicas do plano”, observa Vello.

As emendas, que serão votadas pelos vereadores nos próximos meses, permitem que parte do Plano Diretor entre em funcionamento e crie novos incentivos, de forma a tornar a cidade mais compacta, mais barata e com sistema de transporte público mais eficiente.

De acordo com Vello, entre 1991 e 2018, a população de Piracicaba teve alta de 60%. Porém, praticamente não houve alteração quanto à densidade demográfica. No início da década de 90, a cidade tinha 251.981 habitantes, distribuídos por uma área de 146,89 quilômetros quadrados. Esses números indicam densidade de 1.715 habitantes por quilômetro quadrado. Quase três décadas depois, em 2018, os registros apontavam para 400.948 moradores em 227,82 quilômetros quadrados de território, o que caracteriza densidade de 1.760 habitantes por quilômetro quadrado. “A cidade quase que dobrou a população e a densidade pouco mudou”, observou.

Beto Silva
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