Primeira vacinada do HC de Ribeirão, Técnica de Enfermagem mudou de cidade por covid-19

Governador Doria acompanhou imunização dos profissionais, incluindo médica acometida pela poliomielite que incentiva adesão a vacinas. (Foto: Governo do Estado de São Paulo/Flicker)

O Governador João Doria participou do início da vacinação contra COVID-19 em Ribeirão Preto, na manhã desta terça-feira (19), no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP localizada na cidade. A primeira vacinada foi a técnica de Enfermagem Maria Lucia dos Santos.

“Nesse momento, estamos vacinando todos profissionais de saúde, os médicos, enfermeiros auxiliares e também todos que trabalham na linha de frente em unidades médicas, as pessoas do atendimento, recepção, limpeza, manutenção e segurança. Sem elas, um hospital não funciona. Todos eles estão na linha de frente, ajudando a salvar vidas em São Paulo e no Brasil”, afirmou Doria.

Aos 45 anos de idade e dez de profissão, Maria Lucia trabalha há três anos ao HC. Na pandemia, decidiu alugar um apartamento em Ribeirão para proteger sua família, que mora a uma distância de 60 km, em Pitangueiras. Casada e com três filhos, retorna ao lar somente nos dias de folga.

“Assim, não levo o
vírus para casa. Encarei isso porque tenho certeza que posso ajudar. Não largo isso por nada”, afirma Maria Lucia, que poderá estar mais segura para voltar à Pitangueiras.

Outra vacinada foi a Profa. Dra. Margaret de Castro, que deu um depoimento comovente: aos 61 anos, a endocrinologista e ex-diretora da Faculdade de Medicina de Ribeirão, defende a importância da vacinação. Nascida em 1959, mesmo ano em que foi criada a vacina contra poliomielite, não teve a oportunidade de ser imunizada e convive com sequelas da doença.

“Num momento com tantos discursos anti-vacinas, precisamos lembrar que, além dos riscos da doença, no pós-doença há consequências que podem ser evitadas”, afirma.

Além disso, ratificou a excelência do Butantan: “Eu sou cientista, professora da faculdade, e desde muito jovem eu conheço o Instituto. Não tenho a menor dúvida da seriedade e competência que têm desenvolvido nesses anos no sentido de trazer saude para a população brasileira”, finaliza.

O HC de Ribeirão é o primeiro hospital da região a iniciar a vacinação, que se destina aos seus 6,5 mil profissionais.

Distribuição das vacinas

As doses da vacina do Instituto Butantan saíram da capital na tarde de segunda-feira (18) e às 9h desta terça a equipe já estava preparada para vacinar os primeiros profissionais que atuam na unidade. Também está previsto para hoje o início no HC de Marília e no Hospital de Base de São José do Rio Preto.

A distribuição das vacinas, seringas e agulhas para o interior começou com o envio de grades para cinco hospitais-escola do interior ontem, quando dois deles receberam as grades e imediatamente iniciaram a vacinação – os Hospitais das Clínicas de Campinas e de Botucatu. A campanha começou no domingo (17) no HC de São Paulo, minutos após aprovação do uso da vacina do Instituto Butantan pela Anvisa.

No total, cerca de 60 mil profissionais que atuam nesses seis hospitais de referência serão imunizados contra a COVID-19. Em 24h, mais de mil trabalhadores da saúde foram vacinados nos três HCs iniciais.

“Definimos esta força-tarefa para começar a vacinação dos profissionais desses seis hospitais-escola, satisfeitos deste primeiro passo de um trabalho grande que começou a ser planejado há três meses, e agora se materializa na melhor forma possível: prevenir e salvar vidas”, afirma a Coordenadora de Controle de Doenças, Regiane de Paula.

Também nesta terça-feira (19), grades de vacinas e insumos serão enviadas a polos regionais para redistribuição às Prefeituras, com recomendação de prioridade a profissionais de saúde que atuam no combate à pandemia. Os municípios também deverão imunizar a população indígena com apoio de equipes da atenção primária do SUS, segundo as estratégias adequadas ao cenário local.

Cada serviço de saúde será responsável pelo preenchimento dos sistemas de informação oficiais definidos pela Secretaria da Saúde para monitoramento da campanha.

A divisão das grades considera o quantitativo proporcional de vacinas esperado para São Paulo conforme o PNI (Programa Nacional de Imunizações), do Ministério da Saúde. O total de 1,5 milhão de doses é a referência para trabalhadores de saúde, baseado na última campanha de vacinação contra a gripe.

A campanha de imunização contra a COVID-19 em São Paulo será desenvolvida segundo a disponibilidade das remessas do órgão federal. À medida que o Ministério da Saúde viabilizar mais doses, as novas etapas do cronograma e públicos-alvo da campanha de vacinação contra a COVID-19 serão divulgados pelo Governo de São Paulo.

Da Redação

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