Professor-pesquisador da Esalq/USP é pioneiro na introdução da área de genética de fungos e bactérias

Foto: Claudinho Coradini/JP

Azevedo foi o criador dos congressos de genética de micro-organismos no Brasil, com sede na cidade

João Lúcio de Azevedo é um dos professores-pesquisadores responsáveis pela introdução da área de genética de fungos e bactérias no Brasil. Focado especialmente na resistência a antibióticos na saúde humana e animal, ele é professor titular aposentado da USP (Universidade de São Paulo) e ainda atua no Departamento de Genética da Esalq/USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz). Outro destaque da sua carreira é o seu envolvimento com pesquisa para controle biológico de pragas e doenças de plantas. Azevedo está ranqueado como um dos 100 melhores cientistas da América Latina.

Com um vasto currículo, tudo começou na graduação em Engenharia Agronômica pela USP (1959). Depois veio uma sequência de dois doutorados – em agronomia, com foco em genética mais melhoramento de plantas, pela USP (1962), e especificamente em genética, desta vez pela Sheffield University (1971). Os pós-doutorados aconteceram na Universidade de Nottingham (1979) e pela University of Manchester (1988).

Atuante em seu pioneirismo na pesquisa de plantas e genética, Azevedo aprece como revisor de inúmeras revistas científicas do Brasil e mundo afora no mesmo sentido em que é membro de diferentes corpos editoriais de publicações internacionais. Mas ele sequer cita seu extenso currículo, mas fala da alegria da convivência com os seus alunos, contabilizando a orientação de cerca de 210 estudantes de mestrado e doutorado. “Muitos deles [os alunos] desenvolvendo pesquisas no País, como no Rio Grande de Sul, Paraná, Amazonas, Pernambuco, Goiás, entre outros locais, e no exterior.”

Sobre o ranque para a América Latina, as reflexões variam entre comemorações e lamentos. “Eu recebi com alegria a notícia especialmente por ter e estar trabalhando como docente da Esalq, o que representa uma honra para mim. Estes anos na Esalq e USP têm sido mais de felicidade do que dificuldades, embora sempre haja dificuldades em certas épocas quanto a problemas para se conseguir verbas governamentais para aquisição de material de consumo e equipamentos para pesquisa.”

CRIADOR
Nada mais, nada menos: João Lúcio de Azevedo foi o criador dos congressos de genética de micro-organismos no Brasil, com sede, primeiramente, em Piracicaba e, depois, em outros locais do País. “Os trabalhos mais importantes foram em relação à mutação e resistência a antibióticos por micro-organismos de uso na área de saúde e plantas, quando escrevi vários trabalhos sobre genética de micro-organismos e os apresentei aulas em várias universidades, especialmente na USP e Unesp de Botucatu.”

Azevedo também publicou trabalhos sobre genética de fungos utilizados no controle biológico de insetos prejudiciais à cultura de plantas, especialmente aqueles que atacam plantas úteis. “Atualmente, estou trabalhando com fungos e bactérias endofíticas que vivem em vários vegetais algumas sendo de utilidade no controle de pragas agrícolas. Tenho também orientado alunos de mestrado e doutorado em vários locais incluindo Unicamp, Universidade Federal de Manaus, Pernambuco, Goiânia, Caxias do Sul, Brasília, entre outras”, conta o incessante professor-pesquisador.

Cristiane Bonin
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