Professoras voluntárias ajudam crianças da Renascer

Campanha ajuda na construção de escola comunitária (Foto: Amanda VIeira/JP)

Papel e lápis apoiados em um banco de madeira debaixo do sol ou no próprio colchão dentro do barraco. Foi assim que as professoras voluntárias começaram a ajudar as crianças da comunidade Renascer com as atividades escolares durante a pandemia, em maio. A vontade de auxiliar e contribuir cresceu e agora o objetivo é construir uma escola comunitária para ampliar as ações de educação no local.


Débora Cardoso de Campos, professora e coordenadora na rede municipal, começou a frequentar a comunidade pelas campanhas de solidariedade. Mas, ao presenciar as dificuldades dos pais ao auxiliarem os filhos nas atividades escolares e aqueles que não tinham ido buscar as atividades na escola, foi além. “Como sempre estava lá, propus para meia dúzia de mãe: oh, eu posso ajudar as crianças do primeiro ano, a gente pega e tenta alfabetizar essas crianças”, conta.

No começo não havia nem lugar para sentar e estava sozinha. Mas, com o exemplo, multiplicaram as boas ações e pessoas dispostas a contribuir. Chegaram mais professoras, como a Camila Albano e a Vanessa Mussini, e os moradores da comunidade já começaram a doar o que podiam, seja R$2, R$5 ou mão de obra, para ajudar na continuidade dessas ações com a construção da escola.

Para ajudar na campanha da construção da escola, basta entrar em contato pelos telefones (15) 99607-0640 ou (19) 99884-7883. Débora conta que as voluntárias têm auxiliado as crianças aos sábados com todas as medidas para prevenir a covid-19 e o objetivo é continuar depois da pandemia, até ampliando para alfabetização de adultos, reforço escolar e educação informal, com aulas de yoga e dança, por exemplo.

A escola será mantida por doações de materiais, de mão de obra e financeiras. De acordo com a líder comunitária Juliana Garcia de Oliveira Santos, o objetivo também é construir uma cozinha e um espaço comunitários aos moradores.

Juliana conta que a comunidade é composta por mais de 470 famílias, que buscam garantir o direito à moradia. A reintegração de posse do local – que é ocupado desde dezembro de 2019, está suspensa devido à pandemia. Nesse período, a liderança tenta alternativas com o poder público, mas sem muito sucesso.

Na sexta-feira (4), Juliana teve uma reunião na Emdhap (Empresa Municipal de Desenvolvimento Habitacional de Piracicaba), que pediu um cadastro das famílias. Segundo a Prefeitura, o objetivo é atender aqueles que não têm acesso aos programas sociais e, no futuro, poderá ser usado para saber quem poderá participar de programas habitacionais.

Andressa Mota