Professores da Unimep aprovam greve a partir de segunda (30)

Foto: Amanda Vieira/JP

Publicada em 26 de novembro, às 19h50

Atualizada em 27 de novembro, às 9h e às 20h45

Em assembleia no fim da tarde desta quinta-feira (26), os professores da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) aprovaram greve a partir da próxima segunda-feira (30).


De acordo com o presidente do Sinpro (Sindicato dos Professores) de Campinas e Região, Carlos Virgilio Borges, são três as reivindicações: 1) quitação de todos os salários vencidos, inclusive de outubro de 2020, “que deveria ter sido quitado no quinto dia útil de novembro de 2020, acrescidos das multas devidas pelo atraso; 2) quitação do décimo terceiro salário de 2019; 3) quitação do 1/3 das férias de 2019.

Borges afirma que a Unimep será notificada hoje (27) pela manhã e a partir das 7h de segunda os professores estarão em greve.


De acordo com Conceição Fornasari, secretária-geral do Sinpro, na segunda, às 19h haverá outra assembleia, com intuito de avaliar o primeiro dia de paralisação e eventual proposta se enviada pela reitoria da universidade.
Além dos pagamentos atrasados de 2019, Conceição afirma que os professores recebem, desde março deste ano, apenas 50% dos salários. Ela conta ainda que na segunda-feira será o dia do pagamento da primeira metade do décimo terceiro deste ano. “E com toda essa dívida acumulada, pagarão? Então é uma dúvida que nós temos até a resposta. Então os professores, quase que por unanimidade decidiram deflagrar a greve agora dia 30”, relata.

A secretária-geral do Sinpro afirma que a greve foi o meio encontrado pelos professores para que as reivindicações do pagamento dos salários e férias atrasados sejam ouvidas pela universidade.


“Os professores e o próprio sindicato não queriam fazer greve. É claro que não, porque ainda mais nesse momento de final de semestre. Então a greve não é nosso desejo, mas os professores avaliaram que é a única forma dele nos ouvirem. Agora sim eles vão ouvir o clamar dos professores e professoras que estão com essa dívida acumulada”, comenta Conceição.


Desde que a Unimep foi integrada à Rede Metodista, mantenedora, essa é a terceira greve dos professores. A primeira foi em 2017 e a segunda em 2018.


A reportagem questionou a Unimep, por meio da assessoria de imprensa, quanto ao posicionamento da universidade frente a decisão e reivindicação dos professores. Em nota, o IEP (Instituto Educacional Piracicabano), entidade mantenedora da Unimep, informou que neste momento ocorre mudança da direção geral da educação metodista.

“O início de uma transição que buscará conhecer a real situação financeira, sem criar novos passivos e distorções, bem como deliberar soluções para os desafios impostos neste novo cenário da Educação Superior. Vale destacar que as atividades acadêmicas continuam sendo realizadas normalmente, sem qualquer prejuízo aos alunos da Universidade”, diz em nota.

Andressa Mota

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