Professores estaduais fazem paralisação nesta sexta-feira (22)

Professora e Deputada Estadual, Bebel Noronha afirma que a categoria está mobilizada (Foto: Claudinho Coradini/JP) Professora e Deputada Estadual, Bebel Noronha afirma que a categoria está mobilizada (Foto: Claudinho Coradini/JP)

A maioria dos professores da rede estadual devem cruzar os braços nesta sexta-feira em dois atos organizados pela Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo). Em Piracicaba, até ontem, 46 das 68 escolas estaduais haviam se posicionado favorável à manifestação. O número representa 68% dos estabelecimentos de ensino do município. A primeira manifestação é a assembleia dos profissionais pelo imediato reajuste de 10,15% para todos os professores da rede estadual de ensino. De acordo com a deputada estadual e presidenta da Apeoesp, Maria Izabel de Azevedo Noronha, a Bebel, falta vontade política do Governo do Estado para o repasse aos professores.

Segundo ela, o STF (Supremo Tribunal Federal) já questionou o Estado em duas ocasiões via Diário Oficial e não houve manifestação. Uma reunião com a Secretaria de Estado da Educação está agendada para a próxima quinta-feira (28). Devido à dificuldade de negociação com o Estado, Bebel não descarta que os professores iniciem uma greve.



PREVIDÊNCIA

O segundo ato público realizado pela Apeoesp será contra a proposta de reforma da Previdência Social. A orientação da Apeoesp é para que os professores paralisem as atividades neste dia e participem da assembleia marcada para as 14 horas, na Praça da República, em São Paulo, onde a categoria vai ratificar a posição contrária à proposta de emenda constitucional que altera as regras da Previdência Social, entre elas, a que obriga homens e mulheres a trabalharem mais anos para poderem se aposentar.

Após a assembleia, os professores de todas as regiões do Estado seguirão para a manifestação marcada para a avenida Paulista, em frente ao vão livre do Masp. “Esta reforma da Previdência, se aprovada, manterá os professores e as professoras em sala de aula por mais dez anos, além do tempo computado atualmente”, afirmou Bebel.

Na avaliação da Professora Bebel, a chamada “reforma da previdência” nada mais é que um desmonte do conceito de seguridade social consignado na Constituição Federal, composto pela Assistência Social, Saúde e Previdência (aposentadorias, benefícios e pensões).

Beto Silva