Profissionais apelam à população contra a covid-19

Campanha reforça o desgaste físico e emocional dos profissionais de saúde. (Foto: Freepik)

A Secretaria da Comunicação do Estado de são Paulo está realizando mais uma campanha para conscientizar a população da importância de respeitar as medidas restritivas, de manter o distanciamento social e de não frequentar locais com aglomeração. Por isso, depoimentos sobre a experiência destes profissionais em unidades do estado estão sendo publicados nas redes sociais do Governo do Estado.

Os vídeos mostram profissionais que atuam na linha de frente dos hospitais que atendem pacientes covid-19 e têm enfrentado uma rotina extremamente exaustiva. O País registra o pior momento da pandemia, com alta média diária no número de óbitos e com a maior taxa de ocupação de leitos de UTI e de enfermaria, sobrecarregando todos os profissionais que atuam nos hospitais. A técnica de enfermagem do Hospital das Clínicas Unidade Materno Infantil de Marília, Tânia Alves, viveu a experiência como profissional de saúde e como paciente. “A partir do momento que você pisa no hospital, internado de covid-19, você vai ver sua família só quando sair. Porém, se você sair”, enfatizou Tânia, que contraiu o vírus, chegou a ir para UTI.

O médico infectologista Lucas Marques da Costa Alves, coordenador da Comissão de Controle de Infecção do Hospital Estadual de Bauru, falou sobre a exaustão dos profissionais de saúde e as situações que as equipes têm enfrentado. “Sem dúvida alguma, este ano é o pior momento da pandemia, porque os pacientes chegam em situação mais grave no hospitais, os leitos de UTI estão cheios e os profissionais estão muito cansados. Faz um ano que estamos trabalhando na exaustão. Pedimos por favor: fiquem em casa porque estamos chegando no limite”, apelou.

Chama a atenção o grande número de pessoas, principalmente jovens, sem medo da doença. “As pessoas passaram a se aglomerar mais, a usar menos máscara, a se distanciar menos e a se preocupar menos. E nós passamos a nos preocupar mais. Estamos trabalhando há um ano sem folga. Estamos todos cansados”, apelou Taylor Toscano Olivo, médico e plantonista da linha de frente covid-19 do Hospital Estadual de Bauru.

Da Redação

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