Projeto da Esalq é finalista de concurso oferecido pela Embrapa

Votação para escolher o vencedor vai até segunda (29) (Foto: Divulgação)

Desenvolvido há 15 anos, o programa “Solo na Escola” do Departamento de Ciência do Solo da Esalq/USP tem por objetivo transmitir a estudantes de diversos níveis da educação básica e a professores a importância do solo como recurso fundamental para a vida. A partir do concurso da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) Solos, promovido por meio da Campanha Nacional de Combate à Erosão, o programa ganhou repercussão nacional ao figurar entre os quatro finalistas do concurso.

A votação vai até às 12h da próxima segunda-feira (29). Para participar da escolha do vencedor, basta votar com um like em um dos quatro vídeos finalistas do concurso no canal do YouTube da Embrapa.

“Isso é bem recompensador, principalmente para os estudantes que trabalham no projeto ter o trabalho deles reconhecido em nível nacional sendo finalistas desse concurso da Embrapa”, comenta o professor do Departamento, Antônio Carlos de Azevedo.

No vídeo, os participantes do “Solo na Escola” apresentam a educação como uma das maneiras mais eficientes para combater a erosão do solo, processo que causa prejuízos à lavoura e, consequentemente, aos nutrientes dos alimentos. Conforme conta Azevedo, o solo é tão importante para o ser humano quanto a água, pois é o recurso mais rico em micro-organismos. “Em 100 gramas de solo de floresta tem mais micro-organismos em número e espécies diferentes do que tem em qualquer outra coisa do planeta. Seja de água do mar, atmosfera, das rochas, das folhas. O solo tem uma riqueza de micro-organismos absurda”, explica Azevedo.

O solo também é responsável por filtrar a água dos reservatórios subterrâneos e por tirar carbono da atmosfera. “Sem contar o que a gente já conhece: a importância do solo para sustentar as plantas. Através [dele] é que os elementos químicos são liberados das rochas, chegam nas plantas [que] nós comemos e obtemos esses elementos que a gente precisa para viver”, complementa o professor.

Com a pandemia, o programa se adapta para levar conhecimento sobre a necessidade de preservação do solo por meios digitais.

Segundo Azevedo, o tipo de erosão que predomina no Brasil é a causada pela água. Esse processo retira nutrientes do solo, sendo que a camada superficial (a mais rica) é a primeira a ser levada. Além do prejuízo econômico aos agricultores, a erosão também diminui a profundidade dos rios e, assim, facilita as enchentes e prejudica a vida aquática.

Andressa Mota