Projeto Educando para o Esporte mantém jovens em movimento

Manter-se ativo é importante, ajuda manter a imunidade (Foto:Amanda Vieira/JP)

Se reinventar em tempos de isolamentos social virou palavra de ordem. Novas necessidades e prioridades surgiram e ficar em casa é uma das ações que ajudam a salvar vidas. Mas não quer dizer que a rotina das crianças e dos adolescentes deva ser comprometida de forma negativa. Pelo contrário, manter-se ativo com atividades que ajudem a desenvolver conhecimento e boa imunidade deve ser prioridade. Por isso, para levar atividades pedagógicas e esportivas para os atendidos, a Associação Atlética Educando pelo Esporte se reinventou.

Agora os educandos que participam do projeto Esporte e Cidadania recebem as atividades em vídeos para que mantenham o ritmo até a quarentena acabar. Os pais recebem o conteúdo por meio do WhatsApp. “Nós sempre buscamos valorizar muito a escola, a família e a comunidade. […] Nesse período crítico […] preencher o tempo ocioso das crianças e adolescestes é muito importante”, avalia Sylvino Luiz Torrezan, um dos fundadores da Associação.

Pai do Pedro, de 10 anos, Gustavo Botti conta que as atividades durante a quarentena têm contribuído para a aproximação de pai e filho. O Pedro tem mantido o ritmo na flauta e nas atividades físicas. O pai avalia que o progresso do filho não pode parar. “Desenvolveu bastante ele. Cresceu muito intelectualmente, a parte física também pelo esporte. Acalmou um pouquinho, ficou mais calmo. Até alguns probleminhas que ficava gripado fácil e alergia. Nunca mais levamos ele no médico”, lembra.

O professor de música Alexandre Menegale afirma que os alunos têm mostrado alto desempenho nas atividades, com prática diária. “Cada educando possui o seu próprio processo de aprendizagem, suas etapas, seus obstáculos a vencer dentro de um processo contínuo e com vários níveis, interferindo assim na realidade atual, pois outro efeito importante das atividades artísticas é o da reaproximação das famílias”, lembra.

Por cada um estar na sua casa, o professor responsável pelas atividades esportivas e recreativas, Benedito Dejalma de Souza, conta que adaptações foram necessárias, como o uso de objetos recicláveis. “O momento é de se reinventar, ocupar o tempo ocioso, continuar a desenvolver a coordenação motora […] a prevenção de possíveis doenças pelo sedentarismo”, lembra.

Seguindo os caminhos do pai Thiago Oste, Felipe, de 9 anos, participa do projeto há mais de três anos e, neste período, usa a garagem de casa para praticar futebol, mas não esquece das aulas de música, pois participa da banda do projeto. “Eles mantêm a disciplina que tinham lá e treinam bem em casa”, relata o pai.

O educador físico Bruno Felipe Classere lembra da importância dos exercícios físicos para manter as defesas naturais do organismo. “No momento em que vivemos se faz necessário o uso de exercícios de forma que nos torne menos suscetíveis e mais resistente contra o vírus”, pontua.

Para a pedagoga do projeto, Marly Elisama, é essencial a continuidade das atividades para o fortalecimento dos vínculos dos atendidos com os familiares, a comunidade e com a Associação. São atendidas crianças e adolescentes de 6 a 17 anos.

Ana Paula Boni, coordenadora geral dos serviços e projetos da Associação, explica que o projeto tem ainda o objetivo de garantir os direitos dos atendidos de exercitar e brincar. Ao todo, a Associação tem 1200 atendidos.

Andressa Mota

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