Promotora fala sobre retrocesso em políticas do Meio Ambiente

Ações de educação ambiental são importantes para a conscientização de todos. Foto: Amanda Vieira/JP

Ela aponta ainda fragilidade dos instrumentos de proteção e das garantias constitucionais

No Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado neste sábado (05), a palavra de ordem é desafio. Para a promotora do Gaema (Grupo de Atuação especializada em Meio Ambiente) do Ministério Público do Estado de São Paulo, Alexandra Faccioli Martins, entre os muitos desafios para as instituições que defendem o meio ambiente na atualidade, estão os constantes retrocessos nas políticas ambientais verificados no cenário nacional que, segundo ela, têm o intuito de fragilizar os instrumentos de proteção do meio ambiente e as garantias constitucionais, afetando todos os níveis, inclusive o local.

“Tal situação, aliada ao desmantelamento dos órgãos de fiscalização e de pesquisa, cada vez mais desestruturados e negligenciados, revelam a falta de compromisso de nossos governantes com a sustentabilidade e criam cada vez mais dificuldades para o enfrentamento dos graves problemas ambientais”, destacou Alexandra citando as mudanças climáticas,a escassez de água, a perda de biodiversidade,a gestão dos resíduos e a falta de saneamento básico.

CAMPANHAS
Em comemoração à Semana Mundial do Meio Ambiente a Polícia Militar Ambiental realizou uma série de atividades de conscientização e preservação do Meio Ambiente durante a semana de 31 de maio até amanhã. O objetivo é desenvolver ações de policiamento ambiental, voltadas a combater crimes e infrações ambientais e promover ações ligadas a restauração ecológica.

Entre elas a “Operação Gaia”, que envolveu mais de 1.300 policiais militares e 600 viaturas (terrestres e náuticas), no período de 31 de maio a 2 de junho e foi realizada pelos batalhões operacionais, em todo o Estado de São Paulo.

Nesse período foram intensificadas as ações de policiamento voltadas à proteção dos recursos naturais (prevenção as queimadas, pesca predatória, desmatamento, garimpagem, caça e tráfico de animais silvestres, tráfico de drogas e porte ilegal
de arma.

Segundo a promotora, as campanhas e outras ações de educação ambiental são importantes para a conscientização de todos os setores, público e privados.

“Infelizmente, ainda são reiteradas as ocorrências dessas práticas ilegais. Além do constante processo de sensibilização da sociedade, também é imprescindível a constante e eficiente fiscalização pelos agentes públicos, bem como a responsabilização, civil, administrativa e penal daqueles que insistem em praticar atos contra o meio ambiente”, apontou.

Beto Silva

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