Protejam os pets dos fogos de artifício

Veterinárias dão dicas de cuidados com os pets que são sensíveis e podem fugir de casa por medo. (Foto: Amanda Vieira/JP)

Os fogos de artifício com barulho, que ainda ocorrem em várias cidades neste período podem ser fatais para cães, gatos, roedores e pássaros, além de causar transtornos para idosos e autistas.

A veterinária do Vetpet Patinhas, Amanda Souza, explica que a capacidade auditiva dos animais é muito mais sensível e apurada que a dos humanos. “O ouvido canino é capaz de perceber sons com frequência de 10 Hz (Hertz) à 40.000 Hz, já o homem percebe sons entre 10 Hz e 20.000 Hz. Além disso, os cães conseguem captar sons quatro vezes mais distantes que o humano”, informa.

Estudos revelam que animais expostos a intensos barulhos sofrem alterações comportamentais e neuroendócrinas, que podem evoluir para a fobia. Em casos de estresse crônico severo, eles podem até sofrer um infarto. Em 23 de novembro deste ano, a cadela farejadora que estava no Estádio Monumental “U”, em Lima, no Peru, morreu devido a queima de fogos durante a comemoração da vitória do Flamengo na Libertadores da América.

“O ideal é distrair o animal da melhor forma possível. O tutor pode colocar algodão nos ouvidos dos animais e/ou ligar o rádio ou a TV com o som mais alto e suportável para eles; enriquecer o ambiente do animal com seus brinquedos prediletos para que ele possa ter sua atenção desviada e, se ele persistir em se esconder, coloque sua cama ou casinha em um local seguro como no canto de um sofá ou debaixo de uma mesa; restrinja o acesso a locais potencialmente perigosos como varandas, janelas e piscinas e feche cortinas, portas e janelas em busca de minimizar o som externo”, ressalta Amanda.

A veterinária especialista em gatos Júlia Flórios também dá algumas dicas, como o uso de florais ou procurar ajuda de especialista em comportamento para evitar assim problemas maiores, mas que para isso é necessário um acompanhamento mais longo, e não imediatista.

Apesar das distrações alguns animais ainda se estressam, então um calmante ou tranquilizante pode ser receitado pelo médico veterinário nestas situações, pois assim como nos humanos, a medicação sem orientação do profissionais, pode causar problemas ainda maiores e até provocar a morte de seu pet.

“Uma dica legal é a bandagem, um método simples e eficaz em grande parte dos casos. Esse método consiste numa ‘amarração’ de bandagem no corpo do cão, que o faz se sentir seguro. Você pode encontrar diversos vídeos explicativos na internet”, enfatiza Júlia.

Veterinária Amanda diz que distrair o pet pode ser bom. (Foto: Claudinho Coradini/JP)

Larissa Anunciato

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