Protocolado na Câmara pedido de cassação do prefeito Barjas Negri

Segundo assessoria de Barjas, pedido não procede (Foto: Arquivo)

A Câmara de Vereadores de Piracicaba recebeu ontem o pedido de cassação do mandato do prefeito Barjas Negri (PSDB). O processo é assinado por Walter Brandi Kock Rodrigues, membro do Movimento de Combate à Corrupção de Piracicaba.

De acordo com a denúncia, o prefeito foi condenado por improbidade administrativa e teve o contrato PPP (Parceria Público Privada) suspenso com o Consócio Piracicaba Ambiental – responsável pela limpeza pública e cita ainda a manutenção da condenação do prefeito pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) por improbidade administrativa na contratação de uma empresa de consultoria em 2005.

O processo também comenta ‘decisões e processos administrativos junto ao TCE (Tribunal de Contas do Estado), bem como desrespeito nos pedidos de cópias documentais e contratos públicos que deveriam ter visibilidade aclarada na totalidade’.

O advogado Rogério Gonçalves, que acompanhou o protocolo do pedido de cassação, disse que trata-se de uma denúncia que pode ser feita por qualquer cidadão. “Uma denúncia que um cidadão faz contra indícios de infrações administrativas do prefeito. No nosso caso ele é indigno; ele é condenado em primeira e segunda instâncias e continua fazendo restrições nos contratos públicos”, afirmou.

A assessoria de imprensa da Câmara de Vereadores informou ontem que o documento deve seguir hoje para a presidência, que deve pedir parecer jurídico para encaminhamento do pedido na Casa.

OPOSIÇÃO
O advogado Rogério Gonçalves admitiu que no movimento há membros do PSL (Partido Social Liberal), mas também pessoas não ligadas a partidos políticos. Segundo ele, o foco do movimento é a corrupção.

O CCS (Centro de Comunicação Social) da prefeitura emitiu ontem uma nota sobre o assunto.

O setor informou que o prefeito não recebeu qualquer documento da Câmara, porém, comentou que o pedido não procede e ‘trata-se de uma ação político-eleitoral para atingir o prefeito, assim como as constantes fake news’. Segundo a assessoria, ‘tenta-se novamente criar um factóide nesse momento pré-eleitoral.’

A nota informa que nenhum dos processos citados foi transitado em julgado, não houve dolo, prejuízo aos cofres públicos e enriquecimento ilícito.

‘Por não ter fundamentos, o prefeito acredita que o pedido não deve prosperar, mas aguarda a posição da Mesa Diretora da Câmara’.

A nota finaliza dizendo que o prefeito vai continuar o trabalho à frente da prefeitura, principalmente neste momento de pandemia, para enfrentar a covid 19, a serviço da população.

Beto Silva