Quais os motivos para sair da poupança? Especialista destaca outras formas de investir

Com a aplicação rendendo menos que a inflação saiba como começar a investir em outros produtos. (foto: Freepik)

Apesar da poupança ainda ser o investimento mais aceito pelos brasileiros, o rendimento nessa modalidade está cada vez menor com o passar do tempo. Com a taxa básica de juros rendendo 2% ao ano, quem pretende ter mais rentabilidade nos investimentos precisa buscar outras aplicações financeiras.

Uma pesquisa da Anbima que identifica o perfil do investidor brasileiro com dados de 2019, mostrou que 88% dos brasileiros ainda aplicam o dinheiro na poupança. A praticidade das transações e a segurança que esse tipo de investimento oferece, pode ser um dos motivos para essa escolha.

Porém, utilizar a poupança como principal investimento pode não ser tão vantajoso para o investidor a longo prazo. Além de não diversificar os produtos, ele ainda perde oportunidades no mercado financeiro que são melhores que essa aplicação tradicional.

Segundo Pedro Basso, assessor de investimentos da WFlow – escritório Private especializado em Assessoria Financeira e Patrimonial credenciado à XP Investimentos, é normal o investidor iniciante ter uma certa insegurança na hora de aplicar o dinheiro, mas é possível encontrar opções de investimentos tão seguros quanto a poupança.

“Existem aplicações que possuem a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), uma segurança para o capital investido. Sendo assim, caso ocorra alguma mudança no mercado financeiro, o dinheiro estará protegido e o investidor não perde a aplicação. Entre os produtos que oferecem essa segurança estão os CDBs, LCIs e LCAs”, pontua Basso.

Os títulos públicos do Tesouro Direto são uma alternativa para conseguir uma rentabilidade superior. Diferente da poupança que só remunera quando a aplicação completa um mês da data inicial, os investimentos em Tesouro Direto conseguem atingir um rendimento diário.

“Um investimento simples que pode facilitar a vida de quem está saindo da poupança, é o Tesouro Selic. Com baixa volatilidade, essa aplicação é muito utilizada para a reserva de emergência, dinheiro que cobre imprevistos como desemprego, problemas de saúde, entre outros. Há também os fundos de renda fixa, que oferecem liquidez e uma rentabilidade acima do CDI, mas podem incluir taxas de administração já que são administrados por um gestor profissional”, finaliza Pedro Basso.

Da Redação

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