Qual a diferença entre criatividade e inovação

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Os termos “inovação” e “criatividade” são muitas vezes usados como sinônimos. Mas qual a diferença entre eles? Segundo o consultor em inovação Andrew C. Marshall, a principal diferença entre criatividade e inovação é o foco.

“Criatividade é sobre libertar o potencial da mente para conceber novas ideias. Esses conceitos podem se manifestar de várias maneiras, mas na maioria das vezes, eles se tornam algo que podemos ver, ouvir, cheirar, tocar ou sentir. Contudo, as ideias criativas também podem ser experiências pensadas dentro da mente de uma pessoa”, afirma Marshall no artigo no Business Insider.

A criatividade, por ser subjetiva, pode ser difícil de ser medida. A inovação, por outro lado, é completamente mensurável. O próprio termo “inovação” indica algo novo e diferente, mas a inovação não precisa, necessariamente, ser algo disruptivo. Se um processo consolidado é alterado e isso causa uma mudança positiva no produto final, que é percebida pelo consumidor, temos uma inovação.

“Inovação se trata de introduzir uma mudança a um sistema relativamente estável. É o trabalho necessário para transformar uma ideia em algo viável. Identificando uma necessidade que não era reconhecida, empresas podem usar a inovação para aplicar seus recursos criativos para criar uma solução apropriada e conseguir um retorno em seu investimento”, afirma Marshall. Dessa forma, a criatividade adquire maior valor quando é aplicada para sempre gerar. Criatividade é a ideia que atende a uma necessidade do consumidor, e a inovação é o processo de transformar essa ideia em realidade.

Nicolau Copérnico, por exemplo, teve um pensamento criativo, e através de seus estudos construiu a ideia de que a terra gira em torno do sol, no entanto, essa informação passou décadas presa em seus cadernos de anotações.

A inovação só aconteceu quando sua pesquisa foi publicada 26 anos mais tarde, por Johann Abrecht Widmanstadt, que levou sua teoria até Roma para que a publicação pudesse ser autorizada pelo Papa Paulo III.

Transformar criatividade em inovação não é tarefa fácil. Quando criamos uma novidade, de certa forma, estamos indo contra as normas ou padrões já existentes, estamos mudando o jeito de fazer as coisas.

Cá entre nós, se Nicolau Copérnico, o deus olimpiano da Astronomia, levou 26 anos para inovar através de sua grande criação teórica do heliocentrismo, por que eu e você seríamos considerados menos criativos por procrastinar a inovação?

Pra início de conversa, Copérnico tinha um nome legal e foi o cara que desenvolveu uma das mais brilhantes e inovadoras hipóteses científicas de todos os tempos, mas assim como nós, não passava de um ser pensante, tão capaz e tão vulnerável quanto eu e você. Seus 26 anos de enrolação nos revela o medo que Nicolau teve de desmoronar o então atual conceito do Geocentrismo.

Ou seja: Há esperança para os procrastinadores criativos.

Agora vamos pensar juntos. Uma ideia criativa só terá dois destinos quando transformada em inovação: Dar certo ou não!

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