Queiroga: intercambialidade de vacinas é possível com respaldo da ciência

Foto: Divulgação

Ministro também falou sobre a antecipação do reforço da Pfizer, que passa a ser de 21 dias

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, não descarta a intercambialidade de vacinas contra a Covid-19, que poderia ser adotada no País de forma mais ampla, desde que haja respaldo científico. As declarações foram dadas durante o lançamento do programa-piloto de testagem em massa na Feira dos Importados, em Brasília, neste sábado, 14. Quanto à antecipação do reforço da Pfizer, o ministro afirmou que o intervalo será reduzido dos três meses estabelecidos pelo Ministério da Saúde para 21 dias, conforme a bula da farmacêutica prevê, assim que o número de brasileiros com a segunda dose avançar.

Por enquanto, o Ministério da Saúde só recomenda a intercambialidade entre vacinas com segunda dose da Pfizer/BioNTech para gestantes que receberam a primeira dose da AstraZeneca. “Há uma orientação em relação a gestantes, que usaram a AstraZeneca, por uma questão de médica e de segurança”, disse.

Segundo o ministro, a recomendação mais abrangente só será adotada caso haja algum problema com atrasos longos de entregas da AstraZeneca, desde que a ciência permita fazer a intercambialidade de maneira estendida. Nesse caso, a medida seria anunciada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). Ainda assim, o ministro destacou que a pasta tem uma ótima relação com a Fundação Oswaldo Cruz e que não deve haver atrasos.

“As vacinas da AstraZeneca estão sendo distribuídas normalmente pela Fiocruz. Houve a conduta acertada do governo federal, através do Ministério da Saúde, que fez uma encomenda tecnológica para produzir essa vacina com o IFA (ingrediente farmacêutico ativo) nacional, e a Fiocruz tem capacidade de produzir mais de 1 milhão de doses de vacina por dia”, disse.

Ainda com relação à combinação de doses diferentes, Queiroga destacou que o Ministério da Saúde contratou um estudo para avaliar qual a melhor estratégia para aplicar a segunda dose, se seria com a mesma vacina utilizada na primeira ou combinando com outro agente imunizante do PNI. “Após as respostas deste estudo, e isso acontece de forma célere, nós já teremos a segunda dose avançando para a população acima de 18 anos. Esse é o momento de considerar a aplicação de uma terceira dose, que seguiria os critérios que foram adotados desde o princípio, começando por idosos”.

Agência Estado

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