Um vendedor jamais pode parar de oferecer seus produtos. Quem mais vende é quem mais oferece. Aqui não vale aquele ditado “menos é mais”. Toda situação é válida para conseguir prospect, o cliente em potencial, que teve contato com a sua marca e que possui interesse real em fazer negócio com você. Candidatos a prospect estão por aí aos montes, nos restaurantes, ônibus, cinemas, filas de banco…

Vou contar três histórias de vendas bem sucedidas que tiveram início em locais inesperados.

Há algum tempo fui visitar um projeto que estava desenvolvendo para um cliente em um condomínio de luxo da cidade. Terminado o trabalho, peguei meu carro e quando estava dirigindo para a saída notei que um homem olhava para uma casa à venda, como se estivesse avaliando a compra do imóvel. Na mesma hora meu instinto falou alto. Estacionei o carro e fui até a pessoa, me apresentei, disse que tinha uma loja de móveis planejados, citei o projeto que estava instalando no condomínio e deixei com ele todos os meus contatos. Um ano e meio depois ele foi até minha loja, conversamos, fechamos negócio e fizemos os móveis planejamos para sua nova casa. Essa venda foi possível não apenas porque eu soube identificar um possível cliente, mas porque me dei ao trabalho de ir até ele, mostrar minha cara e minha marca.

Outra história ótima. Fui assistir a um ciclo de palestras na cidade de São Paulo e lá tive contato com um casal que também participava do evento, que teve três dias. Conversamos bastante sobre o conteúdo das apresentações e nossas respectivas áreas de atuação. Quando a programação acabou, nós já estávamos nos conhecendo bem e eu já tinha garantido aquela família como novo prospect. Não deu outra. Anos depois, aquele casal veio nos procurar para que fizéssemos projetos para quitinetes que tinha adquirido em São Paulo, para investimento. Gosto desta história porque, além de ter sido um ótimo negócio, começou num local inesperado e me trouxe clientes de um grande centro, como São Paulo. Mostra que somos competitivos, mais um motivo para acreditar na força do networking. Sem contar que eles se tornaram meus amigos queridos, pessoas maravilhosas.

A terceira história aconteceu num consultório médico. Levamos nossa filhinha mais nova à consulta com a pediatra, pois não estava se alimentando bem. Na sala da médica notei que os móveis planejados eram bonitos e bem montados. No final da consulta, comentei sobre os móveis, elogiei e disse que também era do ramo. Mesmo suspeitando que ela já tivesse um bom profissional para fazer estes trabalhos, não hesitei. Deixei com ela meu cartão. Eu não sabia, mas neste caso, o prospect não era exatamente ela, mas a irmã, que acabara de comprar uma casa e nos procurou para que fizéssemos seus móveis planejados. Essa história é boa para ilustrar a necessidade de prestar atenção nas pessoas e nos ambientes.

Por isso digo. Esteja sempre pronto para estabelecer novas conexões. Às vezes, os funcionários preferem trocar o uniforme no horário do almoço, para ir ao restaurante ou andar na rua “à paisana”. É o direito de cada um. Mas ao fazer isso, está desprezando a possibilidade de estabelecer uma série de novas conexões que se iniciam justamente no momento do contato visual das pessoas com a marca.

Na próxima semana, vou falar mais um pouco sobre este assunto, comentando sobre as técnicas de prospectar, ou seja, conseguir novos clientes em potencial, nos locais mais inesperados!

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