Rádio municipal pode ser usada como veículo de Educação

“Seria uma alternativa mais acessível para aqueles que não possuem acesso ao sinal de wi-fi”, disse o prefeito. (Foto: Divulgação)

A deputada estadual e presidente da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), Professora Bebel (PT), informou ontem que, durante encontro com o prefeito de Piracicaba, Luciano Almeida (DEM), solicitou o adiamento do início das aulas presenciais na rede municipal e que os profissionais de educação sejam incluídos na primeira fase do plano municipal de vacinação contra a covid-19.

Segundo a parlamentar, o prefeito se comprometeu a avaliar a solicitação e informou que tudo dependerá do número de vacinas que a cidade vai receber e da avaliação do comitê municipal da covid-19 e de um plano que está sendo desenvolvido pelo secretário municipal de Educação, João Marcos Tomaziello.

Sobre o retorno às aulas, Luciano chegou a cogitar três possibilidades; retorno das aulas presenciais no próximo dia 25, o que já está descartado, retorno no dia 12 de fevereiro, de forma híbrida, desde que a situação sanitária permita, e o terceiro plano é manter as aulas à distância, com a utilização da Rádio Educativa, que será estruturada para complementação escolar, como reforço de aulas. “Seria uma alternativa mais acessível para aqueles que não possuem acesso ao sinal de wi- -fi. Aliás, ao investir no ensino a distância, estaríamos seguindo uma tendência natural no processo educacional”, enfatizou.

Durante a conversa que abrangeu vários assuntos, o prefeito informou que só confirmará o início do ano letivo em Piracicaba, após reunião com a comissão da covid-19, que acontece nessa semana. “Só vou me posicionar oficialmente depois que todos os profissionais envolvidos garantam que todos os protocolos de segurança possam ser cumpridos”, frisou Luciano.

OCUPAÇÕES

No encontro, a deputada também solicitou do prefeito atenção especial para as famílias que residem em áreas ocupadas no município, inclusive com a possibilidade de implantar na cidade um programa, utilizando vazios urbanos, que possibilite que as famílias possam plantar, colher, se alimentar e ajudar quem está próximo, enfim, garantindo o próprio sustento.

Luciano Almeida, que se disse assustado com o aumento de ocupações, que passou de 12 para 48 nos últimos quatro anos, gostou da ideia e afirmou que na sua gestão a proposta é de envolver todas as secretarias, de forma integrada, para tentar resolver o problema de moradia destas famílias.

Beto Silva
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