Algumas revendedoras da cidade já vendem a R$ 70 (Foto: Claudinho Coradini/JP)

O GLP (gás liquefeito de petróleo), o gás de cozinha, deve ser mais um item essencial em muitos lares piracicabanos que fica mais caro em meio à pandemia da covid-19. Com o reajuste de 5% do preço médio do produto nas suas refinarias, anunciado quarta-feira (22) pela Petrobras, o botijão convencional, de 13 quilos, pode chegar a ser vendido ao consumidor final na cidade entre R$ 68 e R$ 70.

No acumulado do ano, segundo a Petrobras, o preço do gás de cozinha teve uma queda de 4,5%, ou de R$ 1,26 no botijão de 13 kg. A companhia destacou que, desde novembro de 2019, igualou os preços de GLP para os segmentos residencial e industrial/comercial. A companhia informou ainda que as distribuidoras são as responsáveis pelo envase em diferentes tipos de botijão e, junto com as revendas, são responsáveis pelos preços ao consumidor final.

A base deste novo aumento, revela a Petrobras, é o preço de paridade de importação, formado pelas cotações internacionais destes produtos, mais os custos que importadores teriam, como transporte e taxas portuárias.

No entendimento da empresa, o reajuste é “necessário”. “O preço considera uma margem que cobre os riscos, como volatilidade do câmbio e dos preços”, completa a Petrobras via assessoria de imprensa.

O Jornal de Piracicaba apurou que esse é o quarto reajuste nos preços do GLP nas refinarias neste ano. O último também foi de 5%, em 19 do último mês de junho. Manoel Aparecido dos Santos, proprietário da distribuidora local de gás Portal Manoel, no bairro Água Branca, confirma a série de reajustes.

Ele afirma que deve aplicar o reajuste na próxima segunda-feira (27) e acredita que o preço é defasado em Piracicaba. “Não aplicamos os últimos reajustes, conseguimos manter na margem, e por isso o preço do gás na cidade é menor do que na região, cujo preço médio é de R$ 75”.

Hoje, o botijão de 13 kg é vendido por R$ 65, para retirada, e R$ 75, entrega em domicílio. “Com o aumento, o valor deve subir para R$ 68”, informa. Santos conta que a procura pelo item aumentou nos últimos meses. “É reflexo de mais pessoas dentro de casa, preparando os próprios alimentos”, ele opina.

Já a Útil Gás, no Piracicamirim, disse que aguarda a confirmação da distribuidora Copagás para aplicar o reajuste. Atualmente, o botijão é vendido lá por R$ 70 (retirada) e R$ 75 (entrega). Na Gás de Valor, no bairro Paulista, a distribuidora ressalta que não pretende aplicar o reajuste, e manter os valores praticados hoje – R$ 65 (retirada) e R$ 75 (entrega).

Erick Tedesco

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