Região registra mais 2 mortes; novos casos dobram em 11 dias

As duas últimas mortes registradas na cidade eram de moradores do Lar Bem Viver (Foto: Amanda Vieira/JP)

A Região de Piracicaba registrou ontem mais duas mortes por coronavírus. O Estado estima que até o final do mês, 100 mil pessoas sejam infectadas. Piracicaba registrou aumento no número de morte e de infectados pelo coronavírus. De acordo com os dados divulgados pela Secretaria de Saúde, no município são 16 óbitos e 221 casos conformados de covid-19. No segundo dia consecutivo, um idoso de 77 anos, morador do Bem Viver, aumentou as estatísticas de mortes na cidade. A cidade tem ainda 148 casos suspeitos, 589 descartados e 117 pacientes recuperados.

A Prefeitura de Rio Claro também registrou ontem mais um óbito em decorrência da doença, subindo para oito vítimas fatais. Dos oito óbitos registrados em Rio Claro, apenas um é de pessoa com menos de 60 anos. Até o momento, morreram cinco mulheres e três homens na cidade.

O município tem 44 casos positivos, três a mais do que o registrado no boletim anterior, de segunda-feira, sendo que 21 resultados foram apontados em testes rápidos, que precisarão ser confirmados em exames de laboratório.

O boletim também aponta sete casos suspeitos. O número de pacientes internados caiu de 16 para 12, sendo cinco em UTI, e o de pacientes recuperados permanece em 13. Não há óbito em investigação.

EXPANSÃO
O Governo do Estado fez ontem um alerta sobre a expansão considerada crítica de infecções e mortes por coronavírus em São Paulo. O número de cidades com casos de óbitos por covid-19 subiu 1.100% em 40 dias e já são 177 municípios com vítimas fatais da doença.

No interior e litoral, o número de pacientes contaminados praticamente dobrou em apenas 11 dias, chegando a 8.733 casos. A rápida expansão do coronavírus nas regiões mais distantes da Grande São Paulo elevou o alerta das autoridades estaduais.

Em um dos piores cenários, a contaminação deve atingir todos os 645 municípios paulistas até o final de maio, com um número de infectados em torno de 100 mil pessoas.

“Há duas semanas, nós trouxemos um alerta para interior de que o crescimento estava se dando de forma muito acelerada. E hoje a realidade dispõe exatamente o que colocamos”, afirmou o Secretário de Desenvolvimento Regional de São Paulo, Marco Vinholi.

“O número de casos dobrou ao longo dos últimos 11 dias no interior do Estado. E são 177 as cidades que registram óbitos agora, 64% do território de São Paulo já têm casos de coronavírus”, acrescentou.

INTERIOR
Nas cidades do interior e litoral, o total de infectados passou de 4.389 em 30 de abril para 8.733 na última segunda (11). No dia 1 de abril, era 16 as cidades com mortes confirmadas por covid-19, e agora são 177. No início da tarde desta terça, São Paulo registrava 47.711 casos confirmados de contaminação por coronavírus, com 3.949 mortes.

Proporcionalmente, os casos fatais de infecção por coronavírus também estão subindo mais rapidamente no interior e litoral. Na Grande São Paulo, que abrange a capital e toda a região metropolitana, o total de mortes subiu 63% entre os dias 30 de abril e 11 de maio, passando de 2.014 para 3.183.

Nos demais municípios, o aumento de mortes no mesmo período chegou a 68%, passando de 361 para 526. “O número de mortos pelo coronavírus no interior de São Paulo já representa a 57% de todas as vítimas fatais da Argentina”, destacou o Secretário de Desenvolvimento Regional. “Todas as cidades com mais de 70 mil habitantes já têm registro de coronavírus, que também tem avançado para as cidades menores.

“Demonstramos a alta preocupação e o alerta para o interior e todas as regiões em aceleração de casos. É fundamental que, neste momento, a gente possa seguir com as medidas de isolamento social”, finalizou Vinholi.

NO PAÍS
O Brasil teve 881 novos registros de mortes nas últimas 24h e chegou a 12,4 mil, segundo informou o Ministério da Saúde no início da noite de ontem (12). O resultado representou um aumento de 7,6% em relação a ontem, quando foram contabilizados 11.519 falecimentos pela covid-19. Já os novos casos confirmados foram 9.258, totalizando 177.589. O resultado marcou um acréscimo de 5,4% em relação a anteontem, quando o número de pessoas infectadas estava em 168.331.

Do total de casos confirmados, 92.593 (52,1%) estão em acompanhamento e 72.597 (40,9%) foram recuperados. Há ainda 2.050 mortes em investigação. São Paulo se mantém como epicentro da pandemia no país, concentrando o maior número de falecimentos (3.743).

HYUNDAI RETORNO
A fábrica da Hyundai em Piracicaba, onde são produzidos os modelos HB20 e Creta, vai antecipar parcialmente o retorno ao trabalho para esta quarta-feira, 13 de maio, com apenas um dos três turnos e parte do suporte administrativo.

Os turnos de produção e as equipes administrativas restantes, incluindo os escritórios na Capital, permanecem com contrato de trabalho suspenso (lay-off) ou em trabalho remoto (home office), como inicialmente previsto, até 26 de maio.

Em respeito às determinações do Governo do Estado de São Paulo e às orientações das autoridades de saúde para o combate à covid-19, a empresa coreana informou que todos os cerca de 700 funcionários que retomam suas atividades usarão máscaras de tecido fornecidas pela Hyundai, tanto nos deslocamentos nos ônibus fretados como nas atividades diárias.

Novos processos de higienização e proteção contra contaminação serão introduzidos de maneira constante no transporte, nas entradas e ambientes da fábrica, nos restaurantes, nas estações de trabalho e áreas de descanso, conforme informou a montadora. A temperatura corporal dos funcionários também será monitorada diariamente.

UM TURNO

A montadora informou que a volta ao trabalho, em apenas um turno de produção, será para atender principalmente as novas modalidades de venda remota (on-line), quando o consumidor pode realizar todas as etapas da compra do veículo sem sair de casa, e também abastecer as cidades onde o funcionamento das revendas de veículos é permitido.

Desde 27 de abril, os funcionários da Hyundai estão com contrato de trabalho suspenso (lay-off), em conformidade com as medidas de proteção de emprego aprovadas pelo governo federal, por 30 dias, podendo ser prorrogado por mais 30 dias.

Durante esse período, a montadora está complementando o benefício emergencial do governo federal de forma que cada funcionário siga recebendo o mesmo salário líquido, sem qualquer redução.

Com o retorno do 1º turno, a Hyundai vai monitorar o desempenho da economia nacional e as orientações das autoridades para o combate à pandemia do novo coronavírus.

Outras ações podem ser tomadas, conforme o caso, antecipando o retorno ou prorrogando o afastamento dos demais funcionários.

“Para a Hyundai, a segurança, a saúde e o bem-estar de seus funcionários, das comunidades em que atua, de clientes e de parceiros são da mais alta prioridade, principalmente neste momento de pandemia global da covid-19”, informou a empresa.

Beto Silva

1 COMMENT

  1. Cadê o 5% a mais na margem do consignado dos aposentados???? ESQUECERAM DOS APOSENTADOS???? ESTAMOS PRECISANDO DE DINHEIRO

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