Relações Tóxicas

Ao falarmos em relações tóxicas, nem sempre entendemos que amor é esse e o que ocorre com as pessoas envolvidas. Para discorrer sobre este tema convidei a Professora, Psicóloga e Terapeuta sexual, Arlete Gavranic.

“As relações de ‘amor’ podem ser vivenciadas de diferentes formas: romantizadas, muito sexualizadas com paixão ou até de modo patológico.
Nos relacionamentos saudáveis podem existir dinâmicas de paixão, alguma dose de ciúme e algum tipo de insegurança x dependência. Isso quando falamos de pessoas desejosas de carinho, aceitação e prazer e que tenham vivido alguma perda ou traição. Nesse sentido, essas pessoas estão reaprendendo a confiar em parcerias.
Mas, quando encontramos pessoas com traços de personalidade obsessivos, possessivos, impulsivos ou tendencialmente agressivos, correu um risco muito maior de um modelo tóxico de relacionamento se manifestar frente à ocorrência de possíveis frustrações, que possam ocorrer no relacionamento.
Quando falamos em relações tóxicas, nem sempre entendemos o que ocorre com as pessoas envolvidas nessas relações. Na maioria das vezes, são relacionamentos que vivem da ideia de afeto, até de romantismo, mas na verdade promovem desconforto, alimentam inseguranças, tensões e potencial agressividade, podendo ser consideradas violência psíquica ou moral.
Parte dessas pessoas são excessivamente críticas com os outros e acabam gerando no seu par uma sensação de ansiedade e tensão. Assim, o seu par vive sempre no fio da navalha, sempre achando que corre o risco de ser inadequado. Com isso, vem um medo de exposição pública junto a essa pessoa, por medo de desvalorização. Isso gera quadros de insegurança, tensão e de possível aversão ao par ou à situação na qual está inserida. Os críticos não estão só na relações de amor. Isso pode acontecer em ambientes familiares, sociais ou profissionais.
No entanto, algumas pessoas têm atitudes críticas e agressivas, porém nem sempre explícitas. Sim muitas vezes essa postura crítica e tóxica tem uma agressividade velada, não haverá uma ‘bronca’ ou uma crítica destrutiva, mas uma ironia, uma piada, um olhar com sorriso sarcástico ou um comentário jocoso em tom de brincadeira. Essas diversas formas de se comportar é o que chamamos de um comportamento passivo-agressivo. E este pode ocorrer também através do silêncio e indiferença.
Esse comportamento do passivo-agressivo costuma ser tóxico e pode gerar inúmeras inseguranças no par ou mesmo nas pessoas do seu círculo de convivência.
Imaginem o que é conviver com alguém que se cala frente suas perguntas ou colocações ou que sempre ri, ironiza, faz piadinhas ou é jocoso com relação a suas ideias, ao seu trabalho ou com relação ao seu jeito de vestir, dirigir, ou sua performance sexual?

Não é nada saudável e encontraremos sequelas e danos severos na autoestima e autoconfiança das pessoas que convivem com pessoas agressivas ou passivo-agressivas, ambas extremamente tóxicas.
Algumas pessoas passam pela vida sentindo-se incompetentes, pouco inteligentes, feias ou indesejáveis. Há um número grande de mulheres que não acredita em seu potencial sensual e sexual, pois sempre vivem a crítica ou a indiferença de suas parcerias. Assim, vários homens que não confiam em sua virilidade, ou com medo de perder a ereção, evitam situações sexuais. Essa insegurança sexual pode ser decorrência de experiências anteriores onde pode ter ocorrido críticas em relação ao seu pênis ou performance sexual”.

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