Cetesb informou que acompanha as propostas da empresa (Foto: Amanda Vieira/JP)

O mau cheiro exalado pela empresa de fertilizantes Compfertil Indústria e Comércio de Composto Orgânicos é objeto de requerimento que questiona a Sedema (Secretaria Municipal de Defesa do Meio Ambiente) e a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) sobre as providências para sanar o problema dos moradores dos bairros Mário Dedini, Gilda, Bosques do Lenheiro e Godinhos, que se mobilizaram, em junho, em abaixo- assinado.

O requerimento é de autoria do vereador Laércio Trevisan Jr. (PL). Segundo o parlamentar, a partir das repostas, caso não tenham sido tomadas medidas eficazes, vai acionar o Ministério Público.

O JP acompanha o caso, conforme matérias publicadas em 9 de junho – citada no requerimento, e em 10 de junho, quando a Cetesb informou que, após questionamento da reportagem, realizou vistoria na empresa e constatou, novamente, emissão de odor fora dos limites de propriedade do empreendimento e que tomaria “as medidas administrativas cabíveis”.

De acordo com Danilo Favarim, engenheiro de produção e morador do Jardim Gilda, “a partir da reportagem que foi feita houve uma ligeira melhora, mas o cheiro continua”, conta.

Questionada, a Sedema informou que o órgão responsável pela licença ambiental é a Cetesb. A Cetesb, por sua vez, respondeu que multou a empresa quando verificou emissão além do limite em junho e exigiu procedimentos técnicos “visando cessar o problema e os consequentes incômodos ao bem-estar público”. “A indústria apresentou propostas de providências a serem adotadas, as quais estão sendo acompanhadas pela Cetesb. Estão previstas novas inspeções, em continuidade às ações de controle preventivo e corretivo”, diz em nota. A reportagem tentou contato com a empresa, mas até o fechamento da edição, não teve retorno.

Andressa Mota

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