Reservatórios de água equivalem a metade do consumo diário

Foto: Claudinho Coradini/JP

Semae não informa quantas caixas d’água estão fora de uso e diz que faltam estudos para novas

A capacidade total dos reservatórios do Semae (Serviço Municipal de Água e Esgoto), mais conhecidos como caixa d’água, corresponde ao consumido por 47% da população em um dia. São 94 reservatórios estruturas em funcionamento atualmente, com capacidade aproximada de armazenagem de 36,5 milhões de litros. A situação de poucas chuvas acende um alerta quanto ao consumo de água, aponta o Comitês das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí e Comitê da Bacia Hidrográfica dos Rios Piracicaba e Jaguari (PCJ).

Com base no consumo per capita da cidade, a demanda diária por água no município é de 76,48 milhões de litros. O Jornal de Piracicaba pediu um levantamento à autarquia sobre os reservatórios sem uso, como é o caso do localizado no bairro Água Seca, mas a informação não foi repassada à reportagem.

Frente à estiagem atual, o Semae informa que não há estudo ou planejamento para construção de novos depositários de água – também não foi informado sobre a recuperação de estruturas antigas com uso abandonado por precariedade.
O Semae afirma que mantém periodicamente a limpeza dos reservatórios que estão em uso. “A atual gestão tem projetos para novas estruturas, porém, requer estudo e planejamento.” Piracicaba é destaque negativo, com consumo médio per capita de água 187,8 litros por pessoa ao dia – a média Brasil é de 116 litros.

VAZÃO
Segundo o PCJ, as vazões dos rios que abastecem a cidade estavam com sinal de alerta às 15h da última sexta-feira, dia 16. Pelo Corumbataí, no ponto de captação da cidade, fluía 2,76 metros cúbicos por segundo (2.760 litros). Já pelo Piracicaba: passavam 19,05 metros cúbicos por segundo (19.050 litros).

Em relação ao abastecimento das bacias PCJ como um todo a situação é de bastante alerta. Atenção é o estado em que estamos operando. Viemos de uma estiagem em 2020 com muita pouca precipitação e 2021 não foi diferente. Todas as previsões apontam para uma volta do La Niña entre outubro a dezembro, o que atrasaria nossas chuvas do início do Verão”, informa o coordenador da Câmera Técnica de Monitoramento Hidrológico dos Comitês PCJ, Alexandre Vilella. Apesar de não haver risco, por ora, de racionamento, Vilella destaca que o consumo pode aumentar junto com alta das temperaturas e retomada da economia.

Cristiane Bonin
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