Resgate é acionado para socorrer adolescente no Terminal Central de Piracicaba

Foto: Divulgação

Uma adolescente de 16 anos foi socorrida à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Piracicamirim, por volta das 23h30 desta segunda-feira (27), após causar ferimentos a si mesma dentro do TCI (Terminal Central de Integração) no Centro de Piracicaba. O Resgate realizou os primeiros socorros necessários ainda no local.

De acordo com informações apuradas pelo Jornal de Piracicaba, é a segunda vez em quatro meses que algo semelhante acontece com a adolescente. A adolescente provavelmente se feriu com a lâmina de um apontador de lápis, uma vez que apenas o suporte foi encontrado dentro do banheiro. Na sequência, ela saiu do banheiro, porém caiu próximo às catracas. Foi aí que usuários do sistema público de transporte acionaram a GCM (Guarda Civil Municipal).

A adolescente recebeu os primeiros socorros ainda no Terminal. Os socorristas a deixaram a calma, mantiveram seus braços levantados e os cortes pressionados com panos limpos de limpeza. Uma vez estancados os cortes, a adolescente foi conduzida pela Unidade de Resgate do Corpo de Bombeiros até a UPA do Piracicamirim, onde recebeu atendimentos.

Não se fez necessário acionar os responsáveis pela adolescente, visto que, logo depois, o pai da jovem compareceu no local à sua procura, dada a demora da filha em retornar para casa após sair do curso que frequenta.

A psicóloga e psicanalista Luciana Ferracciú explicou ao JP que pessoas que sofrem desse problema dão sinais o tempo e que, de uma maneira geral, o comportamento dessas pessoas muda; às vezes de maneira discreta, noutras de forma mais abrupta. “Se o desempenho escolar do adolescente muda, ou se ele começa a ficar mais isolado no canto dele, os pais já têm que ficar mais atentos”, explica a psicóloga. “Uma vez percebido esses sinais, há a necessidade de buscar ajuda e acompanhamento médico com psiquiatra, além de psicoterapia com psicólogo. São profissionais que não podem faltar nessa caminhada.”

CVV — O CVV (Centro de Valorização da Vida) é um grande aliado nessa luta. Em Piracicaba, o CVV funciona na rua Ipiranga 806, no Centro da cidade. “O CVV realiza um trabalho voluntário de apoio emocional e prevenção ao suicídio há mais de 60 anos”, explica a voluntária do CVV, Eliane Soares, ao JP. “Fazemos o trabalho tanto por telefone no número 188 quanto por e-mail, chat ou pelo site. Quando a pessoa está em sofrimento extremo, precisando conversar ou desabafar, ela pode entrar em contato conosco.”

Rafael Fioravanti | [email protected]

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