Resídius do solo de obras em loteamento se acumulam em afluente de ribeirão

Prefeitura vai notificar formalmente os responsáveis; pavimentadora afirma que começa hoje ações para conter o solo | Foto: Amanda Vieira/JP


Pelas chuvas das últimas semanas, o solo do loteamento Residencial Canaã, no bairro Campestre, tem se desprendido e, ao escorrer pela rua, atinge a rede pluvial que liga a um ribeirão próximo, afluente do Ribeirão do Enxofre. Preocupado com a situação, morador da região cobra providências do setor de fiscalização da prefeitura.

“Além do transtorno que é trafegar pela rua, o que me chamou a atenção foi a quantidade de sedimentos que está sendo carreada para o ribeirão, que é um afluente do Ribeirão do Enxofre, causando o seu assoreamento”, afirma o professor Ronalton Machado.
Machado procurou a prefeitura em 1 de dezembro para denunciar a situação. Mas, segundo ele, como não viu ações efetivas para a solução do problema, realizou outra reclamação nesta segunda-feira (14).

Questionada pela reportagem, a Semob (Secretaria Municipal de Obras) informou que o local havia sido vistoriado e solicitado, verbalmente, medidas para evitar os problemas e que “o loteador fez a limpeza de alguns pontos”. “Porém, entendemos não ser suficientes, por isso, notificaremos novamente – desta vez de modo formal, a concluir a limpeza e realizar medidas de retenção de sólidos (solos)”, diz a nota.

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A pasta informou ainda que vai notificar Condomínio Park Campestre II, vizinho ao loteamento, “pois também verificamos a ocorrência do mesmo problema, acumulando ao do loteamento que está em obras”, complementa.


Segundo a Semob, a responsável pelo loteamento é a construtora Paes&Lima. Já a Vias Obras Pavimentadora e Construtora, pela execução das obras.

O diretor técnico da Vias Obras, José Tedesco, informou que a fiscalização contatou a empresa ontem à tarde e que orientou o que deve ser feito para conter o deslocamento do solo. Segundo ele, nesta terça-feira (15) pela manhã, um equipamento para isso será levado ao local. “A empresa não vai medir esforços para estar executando”, afirma.

A reportagem tentou o contato com o Condomínio Park Campestre II por meio de imobiliárias, mas não conseguiu até o fechamento desta edição. Os telefones da construtura encontrados na internet constam que não existem.

Andressa Mota
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