Réu não precisou sair do presídio e acompanhou tudo pelo computador (Reprodução)

Rodrigo Luis Borges de 36 anos foi condenado a 18 anos e nove meses de prisão em regime fechado pela morte do morador de rua Dimas Ferreira da Silva, em novembro de 2017. A vítima foi esfaqueada, teve parte do corpo queimado e jogado de uma laje e, por último, o agressor pulou em cima de Silva. Dias depois, do crime, ele foi preso pela polícia civil com 50 pedras de crack. na época, ele foi autuado em flagrante por tráfico de drogas e respondia também pelo homicídio que, inclusive, também contou com a participação de um adolescente. O júri ocorreu na tarde de ontem (15), pela primeira vez, em Piracicaba, por videoconferência.  O réu permaneceu no CDP (Centro de Detenção Provisória) Nelson Furlan, onde pode acompanhar praticamente todas as etapas de seu julgamento.

Enquanto que jurados, defensores, Ministério Público e o juiz da Vara de Júri e Execução Criminal, Luiz Antonio Cunha permaneceram no Fórum. O magistrado decidiu que o réu poderia recorrer da decisão, mas permaneceria preso. Cunha considerou que foi bastante positivo o primeiro júri nesse formato. “Foi bem ágil, o acusado participou de todos os atos, menos, é lógico, no momento da votação, e retornou para a leitura da sentença. O termo que ele tem de assinar foi digitalizado e enviado por e-mail para o local onde ele está preso. Ele assinou e foi devolvido. Num primeiro momento, com um ou outro problema, de fácil resolução, não houve diferença com o presencial”, disse o magistrado.

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Explicou ainda que o advogado manteve contato com o acusado em todo momento que requereu. Os juradores foram colocados na sala do público respeitando a distância de segurança, de acordo com o protocolo desse período de pandemia da covid-19. Eles também usaram álcool em gel e máscaras. No entanto, foi necessário a restrição de público.

O CASO

A Polícia Civil investigou a morte no morador de rua, cujo corpo foi localizado parcialmente queimado. Os investigadores conseguiram chegar até um menor, que já estava custodiado e teria delatado o nome do outro envolvido. Os policiais então, localizaram Borges, enquanto separava porções de crack em um barraco, na Pauliceia, no dia 27 de novembro de 2017. Ele confessou que dias antes, junto com um menor foi procurar uma conhecida, em outro barraco e a encontraram desacordada, com rosto desfigurado e violentada. Eles teriam identificado Silva como o agressor. O morador de rua foi ferido com vários golpes feitos por uma espada artesanal.

Os agressores saíram para comprar um litro de gasolina que foi jogado na vítima, ainda ferida. Depois jogaram Silva de uma laje e a morte ocorreu após o réu ter pulado em cima do corpo da vítima. 

Cristiani Azanha

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