Rios Piracicaba e Corumbataí têm menores vazões em outubro desde 2017

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Diversos fatores climáticos têm reduzido o volume de chuva; especialista alerta para evitar desperdício | Foto: Claudinho Coradini/JP

A estiagem prolongada deste ano continua a impactar as vazões dos rios responsáveis pelo abastecimento da cidade. Em outubro, as vazões médias dos Rios Piracicaba e Corumbataí, respectivamente 27,5 m³/seg e 48 m³/seg, foram as menores para o mês desde 2017, segundo dados do DAEE (Departamento de Água e Energia Elétrica).


A vazão média para outubro do Rio Piracicaba em 2017 foi de 92m³/seg; em 2018, 169,5 m³/seg; e em 2019, 30,25 m³/seg. Já a do Rio Corumbataí em 2017 foi de 91 m³/seg; em 2018, 263,75 m³/seg; e em 2019, 110 m³/seg.
As vazões dos dois rios em setembro já tinham sido as menores dos últimos cinco anos, também segundo dados do DAEE.


De acordo com o coordenador de projetos do Consórcio PCJ (Piracicaba, Capivari e Jundiaí), explica que o principal fator para as vazões médias menores do que as dos últimos anos é o baixo volume de chuvas, que foi agravado por alguns fatores climáticas, como recorde de máximos de temperatura e eventos como o ‘La Niña’, “afetando o regime de chuvas”, diz.

“Vemos que, em alguns meses do ano, o volume total de chuvas foi superior à media histórica, contudo, toda essa chuva aconteceu em poucos dias e a duração delas foi, em geral, inferior a uma hora. Isso faz com que 90% da água da chuva escoe superficialmente, não penetrando no solo e não recarrega o aquífero subterrâneo que é responsável pelas vazões dos rios em períodos de estiagem”, comenta.


Saad afirma que novembro a situação deve ser semelhante, quente e com poucas chuvas. “E quando elas ocorrerem, deverão acontecer em fortes pancadas que muitas vezes causam danos”, comenta.


Como consequência, o coordenador de projetos lembra a falta d’água nas torneiras da população. “Não é possível convivermos com desperdício de água, a população deve retomar ações e atitudes que adotaram na estiagem de 2014/2015”, avalia.


Além dessas medidas, Saad pontua ações de longa prazo, como construção de represas, bacias de retenção em zonas ruais e piscinas ecológicas nas zonas urbanas.

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Andressa Mota

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