RMP é vocacionada para a economia de baixo carbono

Desenvolvimento, pela complexidade envolvida, requer planejamento e clareza de diagnósticos socioeconômicos.
Em nossa Região Metropolitana de Piracicaba a reduzida densidade demográfica mostra que não adianta esperar, por exemplo, por um desenvolvimento amparado no crescimento do consumo em massa, já que é necessário reconhecer limitações de integração entre os municípios.
Neste contexto precisamos observar que, de acordo com a metodologia PIESP, desenvolvida pela Fundação SEADE, a participação do conjunto dos 24 municípios da atual RMP no total dos investimentos privados anunciados no Estado caiu, de 2,65% no ano de 2013, para apenas 0,08% em 2020.
Por sua vez, de maneira alguma a condição da menor integração deve ser vista como demérito, mas como característica para busca de objetivos.
Como defendemos na mais recente Reunião Ordinária do Parlamento Metropolitano de Piracicaba, nossa região oferece, praticamente com exclusividade, um conjunto de condições favoráveis a nova Economia de Baixo Carbono, que é a aposta mundial para a retomada econômica pós pandemia e merece ser explorada.
Sob a vantagem da proximidade com o grande centro consumidor paulistano, conseguimos oferecer disponibilidade de terras, recurso essencial para desenvolvimento de algumas soluções ao segmento, a preços mais acessíveis que os da Região Metropolitana mais próxima, a de Campinas. De nada valeira buscar soluções de otimização de recursos naturais se, para leva-las ao consumo, precisássemos despejar carbono numa logística desfavorável.
Além de logística invejável, a região conta com recursos hídricos de três significativas bacias hidrográficas, excelência acadêmica para pesquisas através de renomadas Universidades Públicas e vasta experiência em biotecnologia e programas de inovação.
Assim, ao evidenciar a nítida queda de anúncios de investimentos privados na região, entendemos que, a exemplo do assertivo tratamento dispensado ao desenvolvimento do Vale do Ribeira, apresentaremos ao Governo do Estado de São Paulo, através do Parlamento Metropolitano, a proposta fazer da Região Metropolitana de Piracicaba um Polo Paulista de Fomento a Economia de Baixo Carbono, já que a aptidão regional é evidente.
A diversidade das atividades econômicas do agrupamento sempre pode ser favorecida pelo viés do baixo carbono, mas as inovações também potencializam atração de investimentos em diversas áreas correlatas: mobilidade e transporte de cargas, energias alternativas e eletrificação de fontes, soluções para o já existente programa RenovaBio, dentre tantas mais.
Por meio de agências de fomento paulistas, entendemos que um mix de compromissos dos projetos de investimentos, como carbono sequestrado, empregos gerados na RMP, compras na própria Região Metropolitana, grau de inovação empregado, parâmetros de sustentabilidade e convênios firmados poderiam respaldar e dosar um mix de recompensas em frentes como prazo de pagamento, taxa de juro, carência, cotas para uso de créditos de carbono ou CBios nas amortizações ou constituição de garantias, ou até mesmo o uso de produção agrícola no pagamento.
A tranquilidade do Parlamento Metropolitano com a questão proposta está no fato de não pleitearmos nenhum privilégio, mas de conjugarmos a necessidade à aptidão regional, em prol do Estado todo.

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