Rotary entrega cobertor e livros para moradores da Renascer

Além de proteção contra o frio, foi doada geladeira literária para as crianças; ocupação tem 420 famílias

A Comunidade Renascer – uma das maiores ocupações em Piracicaba, com cerca de 420 famílias – recebeu 280 cobertores e uma geladeira literária do Rotary Club de Piracicaba. A ação aconteceu durante o último sábado e os itens de frio recebidos vão para a Casa de Doações da comunidade.

Lá, as moradias são feitas de madeira, com baixa resistência térmica. A Renascer fica no Parque dos Sabiás. “Recebemos as doações e vamos distribuir de acordo com uma lista sobre a necessidade de cada família. Tudo fica guardado na Casa de Doações e é liberado conforme essa necessidade”, informa a líder comunitária e piracicabana Juliana Garcia de Oliveira. Com o frio na semana passada, houve a entrega antecipada de 140 cobertores. “A líder comunitária nos ligou avisando que eles estavam passando muito frio. Então, antecipamos com o que já tínhamos arrecadado”, conta a então presidenta da Afrop (As sociação das Famílias de Rotarianos de Piracicaba), Danielle Pupin Ferreira de Souza Nogueira.

As gestões do Rotary iniciam-se em 1º de julho e terminam em 30 de junho. A campanha para a Renascer finaliza a gestão da Afrop, presidida por Danielle até o último domingo. “Entramos em contato com os demais presidentes para fazer esse projeto que deu muito certo. Superamos as expectativas.” Na comunidade, há uma escola infantil informal de professores voluntários. “Eles vão aos sábados ajudar na alfabetização e no reforço escolar”, informa Danielle. A geladeira literária é a terceira entregue pelo clube e irá auxiliar no processo de aprendizado das crianças no local. Para fazer as geladeiras, o clube usa a rede de contatos e amigos. “Sempre tem alguém com uma geladeira inutilizada.” A entidade é responsável por montar uma arte e fazer a adesivagem. “A primeira levou uma pintura, desenhada por um amigo nosso. A partir da segunda, utilizamos o adesivo.” Para arrecadar os livros também é feita uma campanha. “Neste ano, não pudemos deixar essas caixas (para coleta na cidade). Então fizemos no boca-a-boca e via WhatsApp. Deu muito livro.”

Cristiane Bonin

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