Segundo a prefeitura, operação tapa-buraco segue pela cidade; vias citadas na reportagem receberão melhorias. (Crédito: Amanda Vieira/JP)

Com a repercussão nas redes sociais da reportagem sobre buracos que mesmo depois de recapeados voltam a abrir nas vias de Piracicaba, o Jornal de Piracicaba apurou outros casos semelhantes na cidade com apoio de seus leitores. Um dos buracos fica após o semáforo do posto de combustível na avenida Primeiro de Agosto. A situação no local, pelo fluxo de caminhões das empresas que ficam na região, chega a danificar a calçada e prejudicar a passagem dos pedestres.

Na av. Rio Claro, os buracos trazem perigo aos motoristas. (Crédito: Claudinho Coradini/JP)


Próximo de lá, na avenida Rio Claro, contam-se oito buracos desde em frente à Fatep (Faculdade de Tecnologia de Piracicaba) até a rotatória que dá acesso à empresa ArcelorMittal. Já na avenida Renato Wagner, no São Dimas, desde o Lar dos Velhinhos até a avenida Armando de Salles Oliveira são quatro buracos.

Av. Renato Wagner é um dos locais com muitos buracos. (Crédito: Amanda Vieira/JP)


Ao opinar na página do JP no Facebook sobre a qualidade do serviço de recapeamento, o leitor Emerson Barbosa fala do reparo que foi colocado em frente a sua casa “dá para arrancar com as mãos. Já passaram duas vezes tapando buracos aqui e sempre deixam um na esquina para contar a história”.

Segundo motoristas, problema na av. 1o de Agosto vem de longa data. (Crédito: Claudinho Coradini/JP)


Enquanto isso, o leitor Murilo Lagôa se questiona sobre os custos de reparo do seu carro. “Quero saber quem vai pagar a roda do meu carro que entortou”.


Josemar Mariano Oliveira, também leitor do JP, brincou nos comentários no Facebook que, pela demora no recapeamento, no bairro Terra Nova, “os buracos têm nome, alguns estão cursando o segundo grau”.


A prefeitura afirmou, por meio da assessoria de imprensa, que “a chuva compromete o asfalto e colabora para sua degradação mais rapidamente”. Em nota, a administração do município pontuou que em nos onze primeiros dias de fevereiro choveu 216,6 mm e durante janeiro foram 160,1 mm.


“A Prefeitura não interrompeu os trabalhos porque sabe que o serviço é necessário para a população”, afirma em nota.


De acordo com a prefeitura, a operação tapa-buraco segue no município e que “os locais apontados pela reportagem serão vistoriados e incluídos na programação”.


Sobre os custos para o município quanto ao retrabalho para tampar os buracos que voltam a abrir, a prefeitura reiterou que não há ônus ao município, “já que o contrato firmado com a empresa está vigente” e que a empresa será notificada para fazer o conserto.


“Além da [operação] tapa-buraco, são feitos os serviços de ‘borrachudos’ e também as forças-tarefas nas principais avenidas”, aponta a nota.

Andressa Mota

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