Saiba quais são os benefícios e a desvantagem da castração em machos e fêmeas

Foto: Freepik

Especialistas explicam como funciona o procedimento e compartilham os principais cuidados pré e pós-operatórios

Se você tem um pet em casa provavelmente já ouviu falar na castração, que nada mais é que um procedimento cirúrgico que impossibilita a reprodução dos animais. Nas fêmeas, o processo consiste na retirada do útero e dos ovários, enquanto nos machos é realizada a remoção dos testículos, explica a médica veterinária Laís Antunes.

Os principais benefícios da cirurgia são o controle populacional de cães e gatos, a prevenção de zoonoses – doenças transmitidas entre animais e seres humanos – e o aumento da expectativa de vida dos animais, de acordo com Laís.

Além disso, reduz a chance de fuga do pet, brigas entre cachorros e a necessidade de ‘marcar’ seu território.

Outro ponto positivo é em relação a doenças. Segundo o médico veterinário Marcelo Dantas, o procedimento reduz o risco de câncer de mama nas fêmeas. Já nos machos, diminui os problemas de próstata e evita o câncer no testículo, que pode ser fatal.

No entanto, Laís revela que a desvantagem é que após a castração, o metabolismo dos pets pode diminuir, assim, eles ficam mais suscetíveis ao desenvolvimento da obesidade.

A especialista recomenda um maior cuidado com a dieta, além de mantê-los sempre ativos com atividade física.

Para os tutores que têm interesse em realizar a castração em seus bichos, será preciso fazer alguns exames que variam entre análise de imagens e coleta de sangue, esclarece Marcelo.

“Quem determinará os exames pré-operatórios é o médico veterinário responsável pela cirurgia do animal. Esses exames dependerão da condição clínica de cada pet, individualmente”, explica.

No caso das fêmeas, o veterinário orienta que é importante castrar antes do primeiro cio.

O veterinário explica ainda, que a cirurgia é simples e pode ser feita a partir dos seis meses de vida. Nas fêmeas leva cerca de 30 minutos. Já nos machos em torno de 15 minutos.

Porém, assim como qualquer cirurgia, alguns cuidados devem ser tomados, tanto no pré como no pós-operatório. Ele diz que é necessário respeitar o jejum de 12 horas de alimentos e 8 horas de água para evitar algum problema no momento da cirurgia.

“Não respeitar o jejum é muito perigoso ao animal, pois a anestesia pode causar um mal-estar provocando vômito e, como ele estará desacordado, não conseguirá expelir corretamente o que estiver no estômago, provocando assim uma pneumonia por aspiração, que é quando o conteúdo alimentar vai para o seu pulmão”, orienta.

Depois da cirurgia, é necessário ter certos cuidados especiais com o pet, para que ele tenha uma boa recuperação. Laís sugere que nos primeiros sete dias o animal utilize roupas pós-cirúrgicas e colar elizabetano, a fim de proteger a região dos pontos, evitando que o bicho mexa e retire-os da pele.

“Deve-se, diariamente, limpar o local, de acordo com a recomendação do médico-veterinário responsável, e realizar as medicações prescritas para o pós-cirúrgico. Manter o animal em repouso também ajuda em uma recuperação mais rápida”, completa.

Laís Seguin
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