Saiba quais são os protocolos sanitários para estabelecimentos comerciais na Fase Amarela

Foto: Divulgação

Em reunião com equipe da segurança pública, o prefeito Luciano Almeida (DEM) definiu que a fiscalização dos estabelecimentos comerciais quanto aos protocolos sanitários devido à covid-19 será intensificada. O chefe do executivo afirmou que haverá “tolerância zero” e que não “admitiremos desobediências”. A cidade enfrenta aumento significativo nos casos da doença. Na última terça-feira (12) a cidade bateu recorde de positivados em 24 horas, foram 314, de acordo com a SMS (Secretaria Municipal de Saúde). Nesta quarta-feira (13), foram mais 294 e a cidade ultrapassou a marca de 25.30 casos positivos.

Confira abaixo os protocolos da Fase Amarela:


Participaram da reunião na terça-feira (12) com o prefeito integrantes da Guarda Civil Municipal, Polícias Militar e Civil e representantes do Cevisa (Centro de Vigilância em Saúde) para a criação de uma força-tarefa a fim de coibir o desrespeito aos protocolos de prevenção à covid-19 por parte de proprietários de bares, restaurantes e demais estabelecimentos comerciais, bem como definir ações severas contra festas clandestinas.


De acordo com a prefeitura, a ordem é intensificar a fiscalização, interdição e, se necessário, o fechamento dos estabelecimentos que insistirem em não respeitar os protocolos oficiais de restrições municipais e da Fase Amarela do Plano São Paulo. “Vamos agir com tolerância zero. Vamos monitorar e não admitiremos desobediências”, determinou o prefeito, que enfatizou que “sem o rigor da prevenção, com o uso de máscara, lavar as mãos e, principalmente o distanciamento social, o que significa evitar aglomerações, teremos muita dificuldade para controlar a situação”.

Os protocolos sanitários da Fase Amarela são: capacidade de ocupação de 40%; atendimento presencial até às 20h em bares e 22h nos demais estabelecimentos; álcool em gel na entrada e mesas; tapete sanitizante; até 6 pessoas nas mesas; 2 metros de distância entre mesas e 1 metro entre cadeiras; uso da máscara pelo cliente ao se levantar da mesa; higienização de mesas e cadeiras com álcool 70% na troca de clientes; plástico filme para proteger máquinas de cartão para serem higienizadas a cada uso; funcionários com máscara e protetor facial; e, em caso de música ao vivo, proteção para espaço do músico, evitando contato com o público.


Segundo a prefeitura, caso verificar estabelecimentos que não cumprem os protocolos, a população pode denunciar pelo 156 da prefeitura (de segunda a sexta-feira) e 24h pelo 190 (PM), 153 (GC) e (19) 3426-1996 (Pelotão Ambiental).

FESTAS CLANDESTINAS
Além dos estabelecimentos comerciais, as festas clandestinas também fizeram parte das discussões da reunião com o prefeito. Esses eventos, que costumam reunir centenas de jovens, acontecem em total insegurança para a saúde dos seus participantes. A coordenadora do Cerest (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador) e representante do Cevisa, Clarisse Aparecida Bragantini, ressaltou que a situação está fora de controle e é necessário uma atuação conjunta mais enérgica.

“Acredito que, após esse encontro, a situação melhorará, pois teremos meios jurídicos consistentes para enfrentar o problema. Aqueles que insistirem em desrespeitar, serão punidos exemplarmente, inclusive com interdição e lacre do estabelecimento, se necessário. Os organizadores destes eventos clandestinos responderão administrativamente e poderão também ser responsabilizados criminalmente pelos seus atos”, explicou.


De acordo com representantes da PM e Polícia Civil, todos os esforços de agora em diante serão feitos para se antecipar a realização das festas clandestinas, conscientizando seus organizadores da gravidade da situação. Posição também defendida pelo secretário de Saúde, Filemon Silvano. “É bom que fique bem claro, que não toleraremos mais desobediência e serão punidos exemplarmente os insistentes”, afirma.

Andressa Mota

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