Saiba tudo sobre coloração pessoal, a técnica queridinha do momento na rede social Tiktok

Malu Balaminut desvenda processo que analisa as cores que valorizam os pontos fortes de cada pessoa

Diante de uma sala com um espelho iluminado com luzes específicas de camarim, a consultora de moda e imagem Malu Balaminut sobrepõe longos tecidos coloridos na região abaixo do queixo de suas clientes, que estão com o rosto limpo, sem uso de maquiagens. Começa, então, mais uma de suas sessões de coloração pessoal, técnica que identifica as cores que tornam o visual de cada pessoa mais harmônico.

O primeiro passo, afirma Balaminut, é medir —em termos cromáticos—, de acordo com a saturação e luminosidade, se a pele da pessoa é “quente, fria, ou neutra”.

Cada uma das opções tem suas próprias cartelas de cores, sendo 12 ao todo — divididas a partir das estações do ano, no método conhecido como sazonal expandido. Outono é atrelado a tons terrosos e alaranjados, primavera, a vivos e ultracoloridos, inverno, a escuros e profundos, e verão, a luminosos e pouco saturados.

A ideia é eliminar as cartelas que não valorizam o rosto em questão, o que, segundo Balaminut, seria uma aparência cansada, com destaque para olheiras e manchas, boca arroxeada e um aspecto amarelado ou esbranquiçado.

“A coloração permite que a pessoa faça escolhas de compra mais assertivas”, ela ressalta. “É algo que impacta o estilo. Quando há harmonia [no visual], elogiam você, não a roupa [que está usando].”

Ela afirma ainda que ninguém precisa abandonar por completo as cores ou tons de que gosta, caso estas não estejam inclusas na cartela de cores pessoal. “É possível utilizar esses tons de outras formas, como em acessórios e ou detalhes na maquiagem” e ressalta que todos continuam com a liberdade para não alterar o guarda-roupa, se assim desejarem.

Não é de hoje que a coloração pessoal tem feito sucesso. Logo no início da pandemia, aliás, houve um aumento no número de consultorias. Malu atende em Piracicaba há aproximadamente cinco anos e realizou 250 testes nesse período, o que considera “muito para esse trabalho”.

Malu acredita que a técnica se tornou popular, “por uma questão de economia. Percebo que as clientes que atendo querem se vestir melhor, mas cada vez mais com praticidade e agilidade. Além disso, não querem mais errar nas suas escolhas de compras, ter peças, acessórios ou até maquiagens que não conseguem usar. A coloração auxilia nisso, facilita”, explica.

Outra questão para ela, “é que a pandemia acelerou o processo de aparecermos mais nas telas, em fotos, lives, vídeos, o que faz com que as pessoas busquem recursos para melhorar a sua imagem no seu dia a dia e no seu trabalho”.

As consultorias ganharam até sessões online —criticadas por Malu, que diz ser impossível fazer esse tipo de atendimento a distância, porque de acordo com ela, “tanto a luz quanto o ambiente são fundamentais nesta análise”.

No Instagram e no TikTok, essa técnica se tornou uma febre. São inúmeros os vídeos que viralizaram nesses últimos dois anos ao mostrar o efeito visual do “troca-troca de tecidos coloridos”.

A grande questão, no entanto, avalia Balaminut, é que a colorimetria é um assunto ‘extenso demais para caber num vídeo desses e o teste de coloração pessoal deve ser realizado por um profissional certificado”, pontua.

Laís Seguin
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