Saldo de emprego em 2020 fechou negativo em 675 vagas

Indústria é o setor que conseguiu fechar o ano com saldo positivo de 553 vagas | Foto: Claudinho Coradini/JP

O ano de 2020 deixa feridas e cicatrizes na saúde física e econômica da população. De acordo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), Piracicaba fechou o ano com saldo negativo de (-) 675 vagas. O principal setor com desligamentos foi o de serviços, impactado diretamente pelas medidas de distanciamento social necessárias devido à pandemia, que fechou o período com saldo negativo de (-) 1.893.


Já os demais setores conseguiram certa recuperação em 2020 e, assim, fecharam o ano com saldo positivo. O melhor resultado na indústria, com (+) 553; em seguida o comércio, (+) 334; agropecuária, (+) 170; e construção, (+) 161.

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Analisando os meses, o primeiro semestre teve o pior resultado, em especial abril e maio, que tiveram os maiores desligamentos: (-) 1.827 e (-) 1.783, respectivamente. A partir de julho foi possível observar certa recuperação, com saldos positivos até novembro, mas dezembro fechou (-) 354 vagas.


O economista Bruno Pissinato explica que os subsetores de “serviços” mais impactados foram de transporte e de alimentação. “Dois setores que levam em consideração a movimentação de pessoas. Dado isso a grande questão foi a pandemia”, comenta.


Pissinato lembra que a recuperação a partir de julho, entretanto, não perdurou até fechar o ano. “O único setor que isso não aconteceu é o comércio que se recuperou a partir de setembro e ainda continua bem”, observa.


Na indústria, Homero Scarso, gerente da regional de Piracicaba do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), explica que o recuo entre março e maio e posterior alta na demanda fez com que o setor ficasse aquecido e fechasse com o maior saldo positivo.


Analisando 2021, tanto Pissinato quanto Scarso pontuam que decisões políticas são necessárias para a recuperação da economia. Scarso evidencia ainda a urgência da vacina. O gerente do Ciesp lembra que as reformas administrativa e tributária estão paradas no Legislativo federal e, com isso, os empresários aguardam as eleições da presidência do Congresso Nacional e Senado. No âmbito estadual, lembra do impacto negativo do aumento do ICMS (Imposto Sobre Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).


Pissinato complementa análise do cenário deste ano com a questão do auxílio emergencial, que avalia ser necessário para manter o nível da atividade econômica, além de uma política de expansão de crédito para as empresas.

Andressa Mota

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