banheiro
Ademir diz que pioneirismo foi elogiado por latinoamericanos. (Foto: Amanda Vieira /JP)

Um projeto genuinamente piracicabano para oferecer aos ostomizados sanitários públicos onde possam fazer a troca ou a limpeza das bolsas de colostomia vai ser apresentado a outros países da América Latina. A informação é do presidente da Associação Piracicabana de Ostomizados e Incontinentes de Piracicaba e Região, Ademir Barbosa.

De acordo com ele, cerca de 30 entidades de defesa dos ostomizados participaram de um encontro em Brasília, o Abraso 2018. “No evento, que aconteceu de 27 a 30 de julho, constatamos que Piracicaba é a primeira cidade a estar 100% adaptada para os ostomizados”, disse. Segundo ele, o pioneirismo piracicabano foi elogiado até mesmo pelos representantes da Alado (Associação Latinoamericana dos Ostomizados), que participaram do evento. “O presidente da associação nos solicitou uma cópia da legislação e do projeto do banheiro, porque nos países latinoamericanos não há nada neste sentido em vigor”, salientou.

Após o evento, a Abraso se comprometeu a enviar cópia do projeto de acessibilidade em sanitários à ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).e das leis piracicabanas em vigor em prol dos ostomizados às entidades que atuam na causa.

“Trazemos esse assunto à tona porque, infelizmente, quase 1% da população piracicabana é ostomizada ou incontinente”, disse, ao estimar que esse número pode ser maior. “Desse público, 30% são jovens, por acidentes ou ferimentos com arma branca. Nossa associação congrega 1200 ostomizados e 625 incontinentes da região”.

A luta, agora, segundo Barbosa, é que o governo do estado aumente a quantidade de bolsas destinadas aos ostomizados. “Recebemos apenas dez bolsas por mês, sendo que precisamos, em média, de quatro bolsas por dia. Cada jogo de bolsa custa R$ 50. É um tratamento muito caro”, salientou.

O DRS (Departamento Regional de Saúde) de Piracicaba informou que a região possui 911 pacientes cadastrados no Programa de Ostomia e Incontinência Urinária, sendo 536 incontinentes. E que o número de bolsas distribuídas varia de 10 a 60 kits por mês, para cada paciente, de acordo com o modelo disponibilizado. Tais materiais não fazem parte da lista federal, definida pelo Ministério da Saúde para distribuição no SUS.

(Fernanda Moraes)

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