Estudo recente divulgado demonstra que o risco de AVC ao longo da vida é de 1 em cada 4 pessoas. (Foto: Claudinho Coradini/JP)

Hoje, 29 de outubro, é Dia Mundial do AVC (Acidente Vascular Cerebral), popularmente chamado de derrame. Ele é a segunda causa de morte no mundo e a primeira causa de incapacidade, e pode acontecer em qualquer um, em qualquer idade, afetando a todos: pacientes, familiares e amigos. De acordo com o neurologista da Santa Casa de Piracicaba, Theo Germano Perecin, a prevenção pode evitar 90% dos casos e o reconhecimento dos sinais de alerta do AVC e o rápido tratamento de urgência em um centro de AVC diminui a chance de sequelas.

A Santa Casa de Piracicaba é referência regional e único hospital da cidade credenciado pelo Ministério da Saúde para o atendimento Linha de Cuidado ao AVC. Em 2020, em média, 46 pessoas estão sendo atendidas por mês no Hospital vítimas do AVC. Em 2019, esse número era de 41 pessoas em média, por mês.

Dados da Rede Brasil AVC informam que a cada ano, 13,7 milhões de pessoas têm um AVC no mundo, 5,5 milhões morrem e, atualmente, existem 80 milhões de sobreviventes de AVC. Estudo recente divulgado pela Global Burden of Diseases demonstra que o risco de AVC ao longo da vida é de 1 em cada 4 pessoas. Para reverter esse quadro o foco mundial da campanha deste ano é atividade física, que tem grande impacto na redução do risco de AVC. “O sedentarismo tem um risco atribuível para o AVC de 36% e a atividade física, idealmente 30 minutos por dia, 5 vezes por semana, reduz o risco”, explica Perecin.

Segundo o neurologista outro fator importante é informar e conscientizar a população sobre a importância de se prestar os primeiros cuidados à vítima do AVC dentro de, no máximo, quatro horas e meia (270 minutos) após o acidente vascular cerebral para minimizar sequelas, reduzir custos sociais e promover a qualidade de vida.” É muito importante que as pessoas saibam identificam quando alguém está tendo um AVC”, reforça.

TIPOS

Existem dois tipos de AVC, que ocorrem por motivos diferentes: AVC hemorrágico e AVC isquêmico. O isquêmico ocorre quando existe a obstrução de uma artéria, impedindo a passagem de oxigênio para células cerebrais, que acabam morrendo. Essa obstrução pode acontecer devido a um trombo (trombose) ou a um êmbolo (embolia). O AVC isquêmico é o mais comum e representa 85% de todos os casos.

O hemorrágico é o rompimento de um vaso cerebral, que provoca hemorragia e pode acontecer dentro do tecido cerebral ou na superfície entre o cérebro e a meninge. Este tipo pode causar a morte com mais frequência.

SINTOMAS

De acordo com a enfermeira e gestora do Cuidado, Denise Lautenschlaeger, existem alguns sinais que o corpo dá e que ajudam a reconhecer um AVC. “Os principais sinais de alerta são: fraqueza ou formigamento na face, no braço ou na perna, especialmente em um lado do corpo; confusão mental; alteração da fala ou compreensão; alteração na visão (em um ou ambos os olhos); alteração do equilíbrio, coordenação, tontura ou alteração no andar; dor de cabeça súbita, intensa, sem causa aparente”, explica.

Vários são os fatores que aumentam a probabilidade de um AVC, são eles: hipertensão, diabetes tipo 2, colesterol alto, sobrepeso, obesidade, tabagismo, uso excessivo de álcool e de drogas ilícitas, idade avançada, sedentarismo, histórico familiar.

Aos primeiros sintomas é fundamental ligar para o SAMU (192), Bombeiros (193) ou levar a pessoa imediatamente ao hospital. Quanto mais rápido for o atendimento, maiores serão as chances de sobrevivência e recuperação total.

Neurologista da Santa Casa de Piracicaba, Theo Germano Perecim, destaca os riscos do sedentarismo e a importância do rápido atendimento às vítimas do AVC.

Da Redação

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