oteldo recebeu uma proposta para jogar na Arabia Saudita CRÉDITO: Ivan Storti/Santos FC

Após terminar a primeira fase da Copa Libertadores invicto (cinco vitórias e um empate), a diretoria do Santos se mexe nos bastidores para resolver a situação do atacante venezuelano Yeferson Soteldo, que recebeu uma proposta do Al-Hilal-ARA, mas que sua situação tem trazido problemas para a equipe na Fifa, em razão de uma dívida por seu ex-clube, o Huachipato-CHI.

O presidente em exercício, Orlando Rollo, explicou a situação do atleta a imprensa na última quarta-feira (21), ressaltando que o Peixe não gastou um real para comprar o atleta, mas que trabalha para conseguir lucrar com ele mesmo assim.“Tivemos proposta do Al-Hilal, de US$ 7 milhões. Apresentamos essa proposta como determina o Estatuto Social, três meses antes dessa gestão acabar, para o Conselho Deliberativo. Até o momento não houve um acordo entre o Soteldo e o clube árabe. Procuramos o Huachipato, que é o clube que detém, junto com o Santos, 50% do valor federativo do atleta”, disse o presidente, esperando resolver essa pendência, que foi totalmente ignorada na gestão anterior.

Apresentamos ao Conselho Deliberativo uma segunda proposta para manter o venezuelano no Santos. Precisamos mantê-lo aqui aprovando essa proposta alternativa que trouxemos, já que prefiro essa opção do que vender o atleta ao Al-Hilal. Se conseguimos essa aprovação e o atleta aceitar (já estamos conversando com os empresários dele), conseguiremos mantê-lo por mais alguns meses no Santos. Se aceitamos essa proposta, resolveremos uma divida antiga que gerou muito desgaste, já que não tiramos um centavo. O atleta está aqui desde janeiro de 2019 e o clube não pagou um centavo por isso”, detalhou.
A estratégia do Santos é manter o atleta no clube até o Huachipato negociar o atleta. Os 50% pertencestes ao Peixe retornariam ao clube anterior, com o clube ficando com 100% dos direitos federativos. Caso o Huachipato venda por US$ 8 milhões, o Santos receberia 10% de uma futura negociação, além de pagar uma multa de R$ 1 milhão que o clube possui com o jogador em razão do não pagamento de luvas.

Além de resolver essa situação, Rollo trabalha para melhorar a imagem do Santos no exterior, que, além da divida com o venezuelano, foi manchada em razão da dívida pendente com o Hamburgo-ALE pelo zagueiro Cléber Reis, ainda na gestão de Modesto Roma, mas que o ex-presidente José Carlos Peres não fez nada para resolver. “O Santos irá perder o controle do atleta, já o que o clube está fazendo com o atleta é um estelionato. A imagem do Santos está desgastada no exterior por causa deste tipo de negociação. Como você traz um atleta do Chile, que já está aqui a quase dois anos, sem pagar um real para o clube, sem pagar os valores devido ao atleta, só pagando os salários. Isso não existe. É por isso que toda vez que vamos começar uma negociação eles (Hamburgo e Huachipato) não querem nem conversa. Querem que pague o valor integral e pronto”, detalhou.

DENTRO DE CAMPO
Mesmo com turbulências em sua diretoria, o Santos está conseguindo deixar de lado esses problemas e está tendo um bom desempenho nas partidas. Na Libertadores, venceu o Defensa y Justicia, da Argentina, por 2 a 1 e se classificou para as oitavas de final com 16 pontos em 18 possíveis em seu grupo. No Brasileirão, o Peixe está na quinta posição, com 27 pontos.

Mauro Adamoli

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