SAP fecha cerco contra entrada de drogas e celulares

Foto: Claudinho Coradini/JP

A SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) tem fechado o cerco contra a entrada dos ilícitos, como entorpecentes e celulares. De acordo com a Pasta, a política é de tolerância zero, pois todos os Centros de Detenção Provisória, Penitenciárias e Centros de Progressão Penitenciária do Estado contam com escâner corporal, desde o início de 2018. Todas as unidades prisionais do Estado também estão equipadas com aparelhos de raios-x de menor e maior porte, além de detectores de metais de alta sensibilidade. Esses equipamentos ajudam a coibir a entrada de ilícitos, atrelados a uma vigilância constante dos agentes de segurança. Além disso, agentes penitenciários fazem uma revista minuciosa nas correspondências visando coibir a entrada de ilícitos, principalmente droga sintética K4 escondida em papel, cujas tentativas de envio desse alucinógeno pelos Correios tem se intensificado; Em 2020, em Piracicaba, foram registrados dois flagrantes com K4, por correspondência.

APREENSÕES

Há 20 dias, na Penitenciária Masculina de Piracicaba, agentes de segurança localizaram 13 unidades da droga dentro de embalagens de creme dental. A encomenda pelos correios pela mãe de um detento que cumpre pena na unidade.
A SAP informou ainda que quanto às apreensões de maneira geral, que em 2020, foram registradas 12 apreensões de celulares: uma na área externa da unidade prisional fora do alcance dos presos, 10 com visitantes e uma por correspondência. Já neste ano, até o momento, houve a apreensão de três celulares por correspondência e microcelular escondido em pacotes de bolacha.

MELHORA
O especialista em segurança e ex-delegado Seccional de Piracicaba Roberto José Daher explicou que houve a melhora dos equipamentos de segurança da SAP buscando evitar a entrada de ilícitos. “A entrada de qualquer substância ou objetos que possam ser utilizados para a fuga, até mesmo celulares que podem ser usados para a realização de crimes”, relatou o delegado. Daher explicou ainda alguns visitantes eventualmente reclamam da revista que é muito rigorosa, mas é necessária, principalmente para evitar a entrada de entorpecentes, que se usados dentro dos presídios podem desencadear situações caóticas envolvendo a população carcerária”, enfatizou o especialista.

Cristiani Azanha
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