Saúde do intestino pode estar relacionada ao diabetes

Diabetes é uma doença muito prevalente e seu tratamento requer acompanhamento médico, mas é sabido que uma alimentação equilibrada é grande aliada, até porque, o DM2 está associado à obesidade. /Foto: Freepik.

O impacto de uma determinada dieta na microbiota intestinal pode melhorar o glicometabolismo (resistência à insulina, hemoglobina glicada e glicemia) em pacientes com diabetes tipo 2 (DM2), de acordo com estudo recém-publicado.

Diabetes é uma doença muito prevalente e seu tratamento requer acompanhamento médico, mas é sabido que uma alimentação equilibrada é grande aliada, até porque, o DM2 está associado à obesidade. “Neste sentido, esse estudo reforça mais uma vez a importância de se abordar o diabetes como um todo, incluindo a saúde do nosso intestino. Hoje a Endocrinologia tem tentado entender cada vez mais como a nossa microbiota intestinal interfere no desenvolvimento de doenças, seja porque um ambiente intestinal mais inflamatório aumenta riscos de Diabetes, seja porque bactérias intestinais também se relacionam com escolhas alimentares piores ou melhores” explica Dra. Andressa Heimbecher, endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEM-SP).

Este ensaio clínico randomizado com 45 pacientes teve como objetivo determinar o efeito de uma dieta pobre em carboidratos e feita à base de amêndoa no glicometabolismo, bem como na microbiota intestinal e no peptídeo 1 semelhante ao glucagon em jejum em pacientes com DM2.

A ingesta de amêndoas aumentou significativamente as bactérias produtoras de ácidos graxos exercendo um efeito benéfico sobre o glicometabolismo em pacientes com DM2. “Ainda são necessários mais estudos, mas esse ensaio reforça necessidade de educarmos nossos pacientes sobre a relação entre o conteúdo da nossa dieta, a saúde da microbiota intestinal e o controle de doenças crônicas, como o diabetes. A estratégia de aprendizado em diabetes e autogestão constitui hoje um dos pilares fundamentais no controle da doença”, conclui Dra. Andressa.

Da Redação

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